Entenda nova ordem de Trump que reformula vacinação infantil
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou na segunda-feira (10) uma ordem executiva que recomenda a redução das vacinas infantis de rotina e instrui o Departamento de Justiça a contestar as leis estaduais sobre vacinação, uma medida prontamente rejeitada por médicos e fabricantes de vacinas.
A ordem promove um objetivo de longa data do secretário de Saúde Robert F.
Kennedy Jr . e reafirma uma reformulação do calendário de vacinação de janeiro que havia sido posteriormente suspensa por um tribunal federal.
Isso reflete a alegação de Trump e Kennedy sobre uma ligação entre vacinas e autismo, que contradiz décadas de estudos científicos que não mostram associação entre ambos, bem como os muitos benefícios da imunização contra doenças graves.
Trump assina decreto para reduzir vacinas recomendadas para crianças OMS critica mudanças na vacinação dos EUA por falta de respaldo científico Médico que liderou reposta à Covid nos EUA é acusado de desacato; entenda O que diz a ordem executiva? A determinação recomenda a imunização universal de crianças contra 11 doenças, como sarampo, poliomielite, tétano e coqueluche, em comparação com as 18 recomendadas pelo CDC (Centros de Controle e Prevenção de Doenças) dos EUA no final de 2024.
As vacinas removidas da lista universal são as contra Covid-19, gripe, rotavírus, hepatite A, hepatite B, meningite bacteriana e VSR.
Elas passam a integrar a categoria de “grupos ou populações de alto risco”, recomendada apenas para crianças com risco elevado devido a uma condição subjacente ou exposição, ou a classe de “tomada de decisão clínica compartilhada”, indicada mediante consulta médica.
Algumas vacinas, incluindo as contra hepatite A e B, enquadram-se em ambas as categorias.
Também recomenda dividir as vacinas combinadas, como a contra caxumba e rubéola ou MMR, em três doses individuais e distribuir as imunizações ao longo de visitas separadas a um profissional de saúde.
No âmbito jurídico, a ordem instrui o procurador-geral a mover ações judiciais contra leis estaduais que, segundo o texto, conflitam com a autoridade parental, a liberdade religiosa, as adaptações para pessoas com deficiência e a igualdade de proteção, incluindo isenções religiosas e médicas em relação à obrigatoriedade de vacinação.
O que muda para as famílias que decidem como imunizar as crianças? A dinâmica imediata pouco muda: os pais ainda podem solicitar vacinas que foram transferidas para a lista de “tomada de decisão clínica compartilhada”, e a Casa Branca afirma que a ordem não afeta o programa “Vaccines for Children”, que fornece imunizantes gratuitos a famílias que não têm condições de pagá-los e está vinculado às diretrizes do CDC (Centros de Controle e Prevenção de Doenças).
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