Na ‘brecha’ entre a renda fixa e a renda variável, esse ETF de títulos públicos pode trazer vantagens à sua carteira; conheça
Mais de R$ 5 trilhões: esse foi o valor registrado nas movimentações de renda fixa no Brasil em 2025, segundo dados da Anbima . Em tempos de Selic a dois dígitos, a classe respondeu por quase 60% de todo o volume de investimentos no país no ano passado.
A escolha pode até fazer sentido. Afinal, investir em títulos atrelados à Selic ou ao IPCA em tempos de economia contracionista pode ser um território “seguro”, permitindo que o dinheiro renda a taxas atrativas e, ao mesmo tempo, com riscos menores que os vistos na renda variável.
Ao mesmo tempo em que o Ibovespa é amplamente citado nos noticiários e mídias sociais, parece que grande parte da população prefere não chegar perto da bolsa de valores, evitando qualquer tipo de risco mais explícito para seu patrimônio.
E se estamos falando de um investidor com perfil conservador , ou que não possui nada além de sua reserva de emergência , alocá-la na renda fixa é, de longe, a escolha mais sábia. Não é recomendado ultrapassar seus próprios limites.
Porém, tratando-se de investidores de perfil mais arrojado e com mais capital disponível para investir, mantê-lo exclusivamente na renda fixa pode ter um custo implícito : menos diversificação, com uma carteira exposta a apenas um tipo de risco, e a perda de grandes oportunidades de multiplicação de patrimônio em outros mercados.
Mas e se apresentássemos uma forma de colocar um “pezinho” na bolsa, pelo menos para conhecer esse mercado na prática, mas sem tomar riscos muito agressivos?
Para quem quer conhecer o universo da renda variável, mas inicialmente sem assumir exposição a ativos de alto risco, é possível unir o útil ao agradável por meio de uma proposta inovadora no mercado brasileiro.
Ao mesmo tempo, a proposta também pode se aplicar a investidores que já possuem capital aplicado na bolsa, mas não querem sair dela em busca de uma oportunidade que combine diversificação com exposição à renda fixa.
O ETF LIQB11 , lançado em julho deste ano, chegou ao mercado buscando ajudar investidores:
ETFs são exchange-traded funds , na sigla em inglês. Ou seja, uma categoria de fundos de investimento que são negociados na bolsa, como se fossem ações.
Mas ao invés de investir na ação de uma empresa, um ETF representa uma cesta de ativos. Essa cesta, consequentemente, pode conter ativos de qualquer mercado e, no caso do LIQB11 , ela é composta de títulos públicos , atrelados à Selic ou ao IPCA .
Essa combinação de renda fixa com bolsa pode até parecer inusitada à primeira vista, mas pode fazer bastante sentido quando entendemos as demais vantagens de unir o melhor dos dois mundos .
Precisamos ressaltar que não existe investimento livre de riscos , nem mesmo os de renda fixa. A diferença está na intensidade.
Como as cotas do LIQB11 são negociadas em bolsa, elas estão sujeitas às oscilações do pregão , além de também estarem expostas à marcação a mercado dos títulos da cesta.
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