Fórmula 1 pode voltar à África em 2030 com Grande Prêmio de Ruanda
A Fórmula 1 pode voltar a realizar uma corrida no continente africano após mais de três décadas de ausência.
Ruanda está próxima de concluir um acordo para receber uma etapa do campeonato mundial a partir da temporada de 2030.
Embora a Federação Internacional de Automobilismo (FIA) e as autoridades ruandesas ainda não tenham oficializado a decisão, uma fonte do governo afirmou à agência AFP que a candidatura do país já teria sido aprovada.
A expectativa é de que o anúncio seja realizado nos próximos dias em Kigali, capital de Ruanda.
O projeto conta com apoio financeiro do Catar e faz parte de uma estratégia para ampliar a presença internacional do país por meio de grandes eventos esportivos.
Ruanda planeja construir circuito para receber a Fórmula 1 Para viabilizar a realização do Grande Prêmio, o governo ruandês pretende construir um autódromo nas proximidades do Aeroporto Internacional de Bugesera, localizado na região de Kigali.
A iniciativa integra um plano de investimentos em infraestrutura e turismo, utilizando o esporte como instrumento de promoção econômica e internacional.
Nos últimos anos, Ruanda tem ampliado sua participação em eventos esportivos e estabelecido parcerias relacionadas ao futebol e ao basquete.
A chegada da Fórmula 1 representaria um novo passo nessa estratégia, colocando o país no calendário de uma das competições automobilísticas de maior visibilidade mundial.
Apesar do avanço nas negociações, ainda não foram divulgados detalhes oficiais sobre o traçado do circuito, os custos totais da construção ou a duração de um eventual contrato com a categoria.
Projeto enfrenta críticas relacionadas aos direitos humanos A possível realização de uma corrida em Ruanda também provoca questionamentos de organizações e críticos do governo local.
Parte das críticas envolve acusações de sportswashing , expressão utilizada para descrever o uso de competições e eventos esportivos como ferramentas para melhorar a reputação internacional de governos ou instituições diante de denúncias de violações dos direitos humanos.
Ruanda possui uma história marcada pelo genocídio de 1994, episódio que deixou profundas consequências sociais e políticas no país.
Nesse contexto, a candidatura à Fórmula 1 também desperta discussões sobre os efeitos políticos da realização de grandes eventos esportivos.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em istoe.com.br — o conteúdo pertence a IstoÉ.