Ataques russos elevam número de mortes civis na Ucrânia
Levantamento da ONU aponta pior mês para a população civil ucraniana desde o início da guerra, em 2022
Whastapp Facebook Linkedin Twitter COMPARTILHAR Pelo menos 437 civis morreram e outros 2.610 ficaram feridos na Ucrânia em julho , o pior resultado mensal registrado desde maio de 2022, segundo a Missão de Monitoramento dos Direitos Humanos da ONU no país.
O balanço, divulgado na quinta-feira, 13, representa alta de 30% frente a junho e de 70% em comparação a julho de 2025 . Mísseis e drones seguem como as armas mais letais contra a população.
Desde a invasão russa, iniciada em 24 de fevereiro de 2022, a organização confirmou 16.874 mortes de civis na Ucrânia, incluindo 820 crianças . O total de feridos chega a 51.273 pessoas, das quais mais de três mil são menores de idade.
A entidade reconhece que os números reais podem ser superiores , já que parte dos relatos ainda está sob verificação. Também não há dados confirmados sobre vítimas em territórios ocupados pelas tropas russas, caso de Mariupol , cidade portuária cercada nos primeiros meses do conflito e onde estima-se que milhares de pessoas tenham morrido.
Mísseis de longo alcance e drones foram responsáveis por 38% das mortes registradas em julho, enquanto drones de curto alcance, usados próximo à linha de frente, causaram outros 27% dos óbitos. Segundo a missão da ONU, a Rússia disparou ao menos 429 mísseis no mês, mais que o dobro do total lançado em junho.
O episódio mais grave do período ocorreu em 2 de julho, quando forças russas dispararam 74 mísseis e cerca de 500 drones de longo alcance, majoritariamente contra a capital ucraniana. O ataque deixou 30 civis mortos e 104 feridos.
Para a chefe da missão de monitoramento, Danielle Bell , o cenário se agravou pela combinação de diferentes armamentos. “Os civis estão enfrentando riscos intensificados devido ao aumento do uso de mísseis e drones em centros urbanos, bombas planadoras em cidades mais próximas da linha de frente e drones de curto alcance” , afirmou à DW .
Diante da intensificação dos bombardeios, o presidente ucraniano, Volodimir Zelenski , voltou a cobrar dos aliados ocidentais o envio de sistemas de defesa aérea, sobretudo baterias Patriot fabricadas nos Estados Unidos, para conter os mísseis balísticos usados pela Rússia.
Do lado russo, autoridades locais relataram 79 mortes de civis e mais de 600 feridos em julho , dado que, segundo a ONU, é de difícil verificação devido às restrições de acesso à informação impostas pelo governo russo.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em oantagonista.com.br — o conteúdo pertence a O Antagonista.