Camaleões ideológicos: como as IAs bajulam usuários e alimentam bolhas políticas no Brasil
Ruben Interian é pesquisador e professor no Instituto de Computação da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).
Rosana Berjaga Mendez é doutora em Comunicação e bolsista de jornalismo científico na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).
O texto a seguir foi originalmente publicado no site The Conversation , que reúne artigos escritos por pesquisadores.
Vale a visita.
À medida que milhões de usuários recorrem à inteligência artificial para resumir notícias, compreender conceitos políticos e conhecer melhor seus candidatos, uma questão crucial se impõe: a IA tem a capacidade de agir como um interlocutor neutro ou apenas devolve o que o usuário quer ouvir? Os grandes modelos de linguagem (LLMs, na sigla em inglês) apresentam uma “tendência bajuladora” (sycophancy) generalizada, de acordo com um novo estudo conduzido por pesquisadores do Instituto de Computação da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).
O artigo “ LLMs are ideological chameleons: personalized echo chambers in the Brazilian political context ” foi recentemente publicado na revista Scientific Reports .
Ao serem confrontados com o cenário político polarizado do Brasil , os 21 modelos avaliados se comportaram como camaleões ideológicos, ajustando suas convicções para se alinharem ao viés (de esquerda ou de direita) manifestado pelo usuário.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em super.abril.com.br — o conteúdo pertence a Superinteressante.