‘Eles articularam’: Marina Silva responsabiliza família Bolsonaro pelo tarifaço
A ex-ministra do Meio Ambiente Marina Silva afirmou que o tarifaço imposto pelos Estados Unidos prejudica setores estratégicos da economia de São Paulo e disse que o Brasil não pode aceitar perdas econômicas motivadas por interesses políticos.
Em entrevista ao programa VEJA em Foco , apresentado por Marcela Rahal, a candidata da Rede Sustentabilidade ao Senado por São Paulo afirmou que a taxação de 25% atinge injustamente segmentos como a indústria de calçados, o setor de autopeças, o café em grão e os biocombustíveis. (Este texto resume o vídeo acima) Por que Marina considera o tarifaço prejudicial a São Paulo? Segundo Marina, a política ambiental desenvolvida durante sua passagem pelo Ministério do Meio Ambiente ajudou a abrir 500 novos mercados para a agricultura brasileira, ao oferecer garantias de que os produtos são produzidos com cuidados ambientais e sociais.
Para ela, esse processo também foi importante para a conclusão do acordo entre Mercosul e União Europeia.
A ex-ministra relacionou a questão ambiental ao desenvolvimento econômico e afirmou que São Paulo precisa recuperar competitividade.
“Não é normal que o Brasil esteja crescendo uma média de 2% e São Paulo menos de meio por cento”, disse.
Segundo Marina, a perda de indústrias e a redução das vendas no comércio estão relacionadas à falta de empregos.
Foi nesse contexto que ela citou o impacto do tarifaço americano.
“É justo perdermos 4 bilhões de dólares para os interesses de São Paulo?”, questionou.
Para a candidata, a taxação prejudica atividades relevantes para a economia paulista e brasileira.
Marina atribui o tarifaço à atuação da família Bolsonaro? Questionada por Marcela Rahal se o tarifaço também seria consequência da atuação da família Bolsonaro, Marina respondeu afirmativamente.
“Com certeza, eles articularam e não sabem separar os interesses estratégicos do país”, afirmou.
Continua após a publicidade A candidata também criticou o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, ao mencionar sua decisão, segundo o relato feito na entrevista, de não assinar a adesão ao programa Propag para evitar uma fotografia com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Marina afirmou que o atraso teria representado uma perda próxima de 11 bilhões de reais.
“Na democracia, a gente respeita quem foi eleito e não prejudica a indústria e os agricultores por interesse político”, declarou.
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