Protestos contra alta dos combustíveis se espalham pelo Peru; Keiko anuncia subsídio
Protestos, bloqueios de estradas e paralisações de transportadores continuam nesta sexta-feira (14/08) em diferentes regiões do Peru, em reação ao aumento dos preços dos combustíveis. A onda de mobilizações contra o governo teve início poucos após o início da gestão de presidente Keiko Fujimori, que tomou posse no dia 28 de julho.
Em Ucayali, região na zona central do país onde a mobilização é mais intensa, a greve por tempo indeterminado chega ao quinto dia, enquanto outras regiões, como Loreto, no extremo norte peruano, e nas regiões de Arequipa e Tacna, ambas no sul, também são registradas manifestações.
Vale ressaltar, que a nova ajuda anunciada nesta sexta representa uma tentativa de conter a pressão provocada pela paralisação. Enquanto o governo busca uma resposta, os protestos continuam colocando pressão sobre a administração de Keiko Fujimori. O aumento dos combustíveis, que iniciou as mobilizações, passou a se combinar com reivindicações regionais relacionadas ao transporte, à infraestrutura e ao custo de vida.
Os protestos continuam concentrados em Pucallpa, onde manifestantes mantêm bloqueios em trechos da rodovia Federico Basadre e em outros pontos da cidade. Também há restrições ao transporte fluvial e dificuldades para a circulação de caminhões responsáveis pelo abastecimento dos postos.
A situação provocou longas filas e falta de combustível em alguns pontos da região. A paralisação também afetou serviços essenciais, incluindo a coleta de lixo e o transporte de resíduos hospitalares. As aulas presenciais chegaram a ser suspensas em Coronel Portillo.
A mobilização contra as medidas do governo ganhou força em outras regiões do Peru ao longo da semana. Em Loreto, bloqueios atingiram a estrada entre Nauta e Iquitos, enquanto sindicatos de transportadores, mototaxistas e operadores fluviais anunciaram novas manifestações.
Em Arequipa, trabalhadores do transporte público reivindicam o aumento das tarifas diante da elevação dos gastos com combustível, pneus, peças e manutenção. Parte das empresas chegou a paralisar as atividades, provocando impactos no transporte e levando à suspensão das aulas presenciais.
Tacna também registrou uma greve de 48 horas nos dias 10 e 11 de agosto, com interrupção dos serviços de transporte urbano e intermunicipal. Em Puno, transportadores deram um prazo ao governo para atender às reivindicações e defendem medidas capazes de reduzir o preço do diesel.
A pauta dos manifestantes, principalmente em Ucayali, também ultrapassou a questão dos combustíveis. Representantes dos transportadores passaram a cobrar investimentos em saúde, saneamento, abastecimento de água e infraestrutura rodoviária, além da conclusão de obras públicas.
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