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Economia

“Parece que não pode ver um real sobrando”: por que acordo com o Einstein reacende dúvidas sobre uso do caixa da Ânima (ANIM3)

Seu Dinheiro ·

“Parece que não pode ver um real sobrando.” Foi assim que um gestor de ações que preferiu não se identificar resumiu o acordo firmado por uma controlada da Ânima (ANIM3) , a Inspirali, com o Hospital Israelita Albert Einstein .

A frase é provocativa, mas captura a inquietação que reapareceu entre investidores: depois de anos tentando reduzir a dívida e demonstrar disciplina na alocação de capital, a companhia voltou a assumir compromissos financeiros relevantes.

Ontem (20), com o anúncio, os papéis fecharam em queda de mais de 9%.

Mais cedo neste ano, a empresa anunciou a recompra da Faculdades Metropolitanas Unidas (FMU) , por R$ 410 milhões, um valor que nenhum dos grandes bancos brasileiros ou analistas de ações achou razoável.

Ao incluir a dívida da adquirida, o BTG estima que a operação chegue a cerca de R$ 560 milhões — o equivalente a 10 vezes o Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) anual da FMU, ante as aproximadamente 3 vezes que a própria Ânima era negociada à época.

Naquele pregão, as ações ANIM3 chegaram a cair mais de 20%.

Antes mesmo disso, a educadora também havia surpreendido o mercado em agosto de 2024, ao distribuir R$ 178 milhões em dividendos, entregando um dividend yield de 13,9% com base no pagamento de R$ 0,4712 por ação.

A decisão foi vista com alerta pelo mercado, já que ocorreu no mesmo trimestre em que a companhia registrou prejuízo contábil e enfrentava forte pressão de endividamento.

Agora, a parceria com o Einstein reforça a preocupação.

"Quando o dinheiro começa a aparecer e a rentabilidade melhora um pouco, eles dão um jeito de gastar", diz outro gestor.

Toda essa preocupação acontece porque a companhia passou anos tentando se livrar de um passado de muitas dívidas — principalmente após a aquisição dos ativos brasileiros da Laureate, em 2021.

Desde então, a companhia vinha avançando na redução da alavancagem, indicador que relaciona o endividamento à capacidade de geração de resultados.

Os problemas que o mercado vê na parceria com o Einstein Segundo a Ânima, a parceria com o Einstein tem apelo estratégico: a Inspirali poderá associar sua marca à de uma instituição reconhecida na área da saúde e receber apoio técnico, científico e acadêmico para seus cursos de medicina.

Para a empresa, isso pode ajudar a diferenciar a oferta e atrair alunos num mercado mais competitivo.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.seudinheiro.com — o conteúdo pertence a Seu Dinheiro.

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