EUA são criticados por bloquear gênero e participação social na COP17
Representantes da sociedade civil e de povos tradicionais criticaram nesta terça-feira (25) o posicionamento dos Estados Unidos durante a 17ª Conferência das Nações Unidas de Combate à Desertificação (COP17) .
Desde o início do evento, o país tem bloqueado a inclusão de pautas sociais na agenda de negociações.
Um dos tópicos rejeitados é o de gênero, que trata da igualdade de direitos e de maior representatividade para as mulheres.
A articuladora de gênero da sociedade civil na conferência, Beth Roberts, disse que os Estados Unidos exigiram a remoção da palavra em qualquer debate e a definiram como inegociável.
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Sociedade civil rejeita agenda excludente aprovada no início da COP17.
Beth afirmou que a postura adotada por Donald Trump desde o início de seu governo é abertamente ideológica e reflete estruturas mais amplas de poder.
“O nacionalismo e o autoritarismo demonstrados pelo governo dos Estados Unidos não estão desconectados do patriarcado.
Não estão desconectados da conversa sobre poder que estamos tendo ao longo de toda esta conferência”, disse Beth.
As principais decisões da COP17 precisam ser tomadas por consenso.
A objeção de um país a qualquer elemento dos textos oficiais impede a aprovação deles.
Isso inclui agenda, mecanismos, relatórios, instrumentos políticos, protocolos globais, entre outros.
Beth argumentou que quando as negociações são rompidas com a intenção de travar avanços, os outros países precisam se unir e utilizar ferramentas próprias do protocolo da conferência para proteger o espaço.
“Os países participam como membros iguais desta convenção.
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