Soldados e colonos israelenses usam gás lacrimogênio e munição real contra moradores na Cisjordânia
Ao longo da noite de segunda-feira (25/08). as tropas e colonos israelenses continuaram sua campanha de ataques, prisões, demolições e apreensões de terras em toda a Cisjordânia ocupada . De acordo com a agência Wafa , três cidadãos palestinos ficaram feridos em uma ofensiva realizada por colonos armados em Khirbet Ghuwein, na cidade de As-Samu, ao sul de Hebron. Segundo os relatos do veículo, os criminosos invadiram as casas das famílias Al-Hawamdeh e Al-Daghameen, apedrejaram nas pessoas e dispararam spray de pimenta.
Em Nablus, as forças de ocupação israelenses invadiram várias cidades , incluindo Salim e Zita-Jama’in. As tropas prenderam famílias e também dispararam munição real, gás lacrimogêneo e granadas de choque em Awarta e Beita. Em Jerusalém, as tropas sionistas interromperam uma cerimônia de formatura estudantil no Suq Al-Qattanin, prendendo quatro pessoas, incluindo o diretor do Centro de Estudos de Jerusalém.
Outras regiões que também foram registradas operações ilegais das forças israelenses em cumplicidade com os colonos foram Tulkarm e Ramallah.
Nesta segunda-feira, a Comissão de Colonização e Resistência ao Muro e aos Assentamentos afirmou que os ataques de colonos terroristas aumentaram acentuadamente nos primeiros sete meses de 2026, atingindo 4.113 em comparação com 2.524 no mesmo período de 2025 – que representa um aumento de 63%.
Em um comunicado, a entidade destacou que o número de ataques neste ano superou o registrado em todos os meses correspondentes do ano anterior. Os maiores números foram registrados em junho e julho, com 748 e 798 ataques, respectivamente, em comparação com 442 e 466 ataques nos mesmos meses do ano anterior.
O órgão apontou que esta tendência não deve ser interpretada como um conjunto de incidentes isolados, e sim como resultado de um ambiente de facilitação política, de segurança e jurídica. A escalada, segundo a comissão, coincidiu com a expansão dos postos coloniais, o armamento de colonos e a integração de alguns deles em formações de segurança; junto com a cada vez maior participação do Exército sionista.
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