Itaúsa tem lucro recorrente de R$ 4,31 bilhões no 2º trimestre, alta de 7%
A Itaúsa teve lucro líquido recorrente de R$ 4,31 bilhões no segundo trimestre de 2026, alta de 7% em relação ao mesmo período de 2025, informou a holding em seu relatório da administração. Este resultado exclui eventos extraordinários do trimestre. O retorno sobre o patrimônio (ROE) recorrente foi de 18,7% ao ano, alta de 0,4 ponto percentual.
Com os efeitos não recorrentes, o lucro da Itaúsa somou R$ 5,24 bilhões no trimestre, alta de 29,5% sobre igual período de 2025. A diferença em relação ao número recorrente vem principalmente de uma receita extraordinária de R$ 851 milhões da Itautec, subsidiária integral não operacional da Itaúsa, ligada ao êxito de processos judiciais e administrativos. Ao todo, os itens não recorrentes somaram R$ 938 milhões positivos no trimestre.
A companhia atribui o avanço do lucro recorrente principalmente ao desempenho do Itaú Unibanco. Segundo a Itaúsa, o resultado do banco cresceu 8,5% na equivalência patrimonial reconhecida pela holding. Também cresceram os resultados de Motiva (+67%), Alpargatas (+86%) e Copa Energia (+17%), o que compensou a piora nos resultados de NTS, Dexco e Aegea Saneamento.
A dívida líquida da Itaúsa terminou o trimestre em R$ 1,18 bilhão. O valor é inferior a R$ 1 bilhão no primeiro trimestre de 2026. O caixa da holding somou R$ 2,19 bilhões em 30 de junho, alta de 19,3% frente ao fim de 2025, puxado pelo recebimento de proventos das investidas.
O valor de mercado do portfólio de participações (NAV) da Itaúsa somou R$ 189,35 bilhões em 30 de junho, alta de 18,9% em um ano. Já o valor de mercado da própria Itaúsa na bolsa, calculado pela cotação da ação ITSA4, foi de R$ 149,95 bilhões, 24,6% maior. A diferença entre os dois números resulta em um desconto de holding de 20,8%. A companhia atribui parte desse desconto às despesas tributárias sobre juros sobre capital próprio (JCP) recebidos, que somaram R$ 234 milhões no trimestre — tributação que, segundo a Itaúsa, será extinta a partir de janeiro de 2027 por causa da reforma tributária aprovada em 2025.
Os acionistas da Itaúsa receberam um dividend yield de 9,8% nos 12 meses até junho, ante 8,0% um ano antes. No semestre, a companhia declarou proventos líquidos de R$ 2,80 bilhões, alta de 3% sobre o mesmo período de 2025.
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