Iphan e UFMS articulam estudos para proteger 3 parques de Campo Grande
O Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional) buscou o apoio da UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul) para produzir estudos que ajudem a embasar o pedido de tombamento nacional do Parque dos Poderes, do Parque Estadual do Prosa e do Parque das Nações Indígenas, em Campo Grande.
O primeiro colóquio sobre o tema foi realizado nesta segunda-feira (26), na universidade, para apresentar a demanda e aproximar o órgão, pesquisadores e representantes da sociedade civil.
O pedido de tombamento foi apresentado ao Iphan em 2023 pelo SOS Parque dos Poderes, mas precisa ser complementado.
Segundo o superintendente do órgão em Mato Grosso do Sul, João Henrique dos Santos, a documentação ainda não explica com precisão quais áreas devem ser protegidas nem reúne informações suficientes sobre os valores históricos, arquitetônicos, arqueológicos, sociais e antropológicos dos parques.
Os argumentos ambientais já estão mais desenvolvidos, afirmou Santos.
A delimitação do Parque dos Poderes, porém, ainda precisa ser definida.
Segundo ele, a proposta pode considerar o traçado original, planejado nos anos 1980, ou incluir outras áreas, como o acesso à Assembleia Legislativa e a região da Academia de Polícia.
Os perímetros dos parques do Prosa e das Nações Indígenas já estão definidos.
A complementação dos estudos cabe aos autores do pedido, apresentado por movimentos da sociedade civil representados pela vereadora Luíza Ribeiro.
Bióloga e ambientalista ligada ao SOS Parque dos Poderes, Vivian Almeida Assunção participou, em 2018, da mobilização contra o desmatamento de 3,3 hectares em frente à Sefaz (Secretaria de Fazenda).
Segundo ela, um relatório elaborado pelo movimento apontou a presença de animais na área e problemas de drenagem que poderiam se agravar com a retirada da vegetação.
Durante o colóquio, a ambientalista também manifestou preocupação com a verticalização, os impactos de novas construções na região e falhas na aplicação da legislação.
Ela citou ainda o assoreamento do lago do Parque das Nações Indígenas, que, segundo afirmou, voltou a acumular sedimentos após uma intervenção para removê-los.
Para Vivian, novos empreendimentos não deveriam ser liberados antes de haver respostas claras sobre seus impactos.
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