Febre das canetas emagrecedoras muda de cardápios a academias no Brasil
Nos últimos meses, uma nova febre vem redesenhando corpos e hábitos no Brasil: os medicamentos injetáveis agonistas de GLP-1, popularmente chamados de canetas emagrecedoras.
Com a recente aprovação pela Anvisa de dois novos produtos dessa classe, além do primeiro genérico fabricado no país, o acesso ao tratamento se expandiu de forma significativa.Os efeitos, porém, não se limitam às farmácias ou à mudança na silhueta das pessoas e a tendência já alcança diferentes setores da vida cotidiana, como o tamanho das porções servidas nos restaurantes, as opções de numeração nas lojas de aluguel de roupas e até a frequência dos alunos nas academias.Segundo a Anvisa, as vendas das tais canetas emagrecedoras cresceram 23,2% no primeiro semestre de 2026 em relação a 2025 - só em junho deste ano foram 368.741 unidades.
Uma pesquisa da Abrasel mostra que 61% dos bares e restaurantes já percebem mudanças, como a maior procura por porções menores, relatada por 64% dos empresários.
Em Salvador, o fenômeno ainda está ganhando força.Garçom do restaurante Ancorador (Barra), Roberval Santos aponta que ainda “não sentiu diferença nenhuma nesse sentido”, mas acredita que isso não deve demorar a mudar.
Já a atendente de outro bar na região, Alice de Sampaio, tem percebido algumas mudanças em clientes antigos.“Ninguém saiu anunciando, sabe? Mas alguns estão aparecendo mais magros em um intervalo curto de tempo, comendo menos e até bebendo menos”, conta.
Alice acredita que essa tendência só deve crescer e não deve demorar até os cardápios mudarem.“Em um bar acho que isso não deve dar tanta dor de cabeça, pois o mais comum são porções de algo para beliscar com amigos, mas os restaurantes servem pratos completos, acho que é algo a se pensar”, afirma.
Coordenadora de uma empresa de bens de consumo, Josiane Pacheco explica que não faz uso das canetas, mas tem percebido o impacto delas em outros setores, principalmente no de alimentação.Efeitos“O apetite diminui drasticamente.
Nos restaurantes, você olha para as mesas e vê o arroz sobrando, ninguém mais come arroz.
Isso mostra como os hábitos estão mudando.
E apesar de não usar, acho as canetas uma opção muito válida para quem precisa de ajuda para perder peso.
Vejo como um pontapé para que essas pessoas também busquem atividade física.
Na minha visão, o medicamento não só ajuda na perda de peso, mas também estimula uma mudança de mentalidade.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em atarde.com.br — o conteúdo pertence a A Tarde.