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Economia

Wall Street cai com disparada dos Treasuries, petróleo e à espera de ata do Fed

Money Times ·

Os índices de Wall Street tiveram mais um pregão negativo nesta terça-feira (18) com pressão dos preços do petróleo, disparada dos rendimentos dos títulos do Tesouro e expectativas para a divulgação da ata da última decisão do Federal Reserve (Fed).

Confira o fechamento dos índices: Dow Jones: -0,22%, aos 53.343,64 pontos; S&P 500: -0,69%, aos 7.691,91 pontos; Nasdaq: -1,33%, aos 26.289,711 pontos .

O S&P 500 recuou pelo terceiro dia consecutivo.

Treasuries em alta Pela manhã, o rendimento ( yield ) dos título do Tesouro norte-americano, Treasury, de 30 anos – referência para hipotecas de longo prazo – atingiu 5,337%, o nível mais alto desde meados de 2002.

Já o yield do título de 10 anos – referência para empréstimos imobiliários – atingiu a máxima desde 2007, a 4,748%.

Para Matheus Spiess, analista da Empiricus Research, essa disparada nos yields de longo prazo reflete uma combinação de inflação ainda resistente, petróleo mais caro, déficits fiscais elevados e maior necessidade de emissão de dívida.

“Nos EUA, o quadro é agravado por déficits anuais próximos de US$ 2 trilhões, uma dívida pública caminhando para US$ 40 trilhões e uma oferta crescente de títulos corporativos ligados aos investimentos em inteligência artificial”, afirmou Spiess.

Os yields , porém, perderam o ímpeto ao longo da tarde após dados mais fracos do setor imobiliário.

Em destaque, as obras residenciais iniciadas caíram 12,4% em julho, ante expectativa de queda de 6,6%, e a produção industrial cresceu 0,2%, ante previsão de 0,3%.

Já as vendas pendentes de imóveis caíram e contrariaram as expectativas do mercado.

LEIA MAIS: Sinal de alerta? Juros longos disparam com preocupações com inflação e fiscal O mercado ainda ficou à espera da ata da última decisão do Comitê Federal do Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês) do Federal Reserve (Fed, o Banco Central dos EUA).

O documento deve ser divulgado na próxima quarta-feira (19).

Na última decisão, em julho, o Fed manteve os juros inalterados na faixa de 3,50% a 3,75% ao ano pela quinta vez consecutiva, mas com a maior dissidência entre os diretores em uma década.

Tensões no Oriente Médio Pela manhã, o presidente norte-americano, Donald Trump, declarou que não há conversas em andamento com o Irã, nem nenhuma agendada.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.moneytimes.com.br — o conteúdo pertence a Money Times.

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