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Dólar sobe a R$ 5,22, e Bolsa tem 11ª queda seguida após fuga de capitais

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Dólar sobe a R$ 5,22, e Bolsa tem 11ª queda seguida após fuga de capitais

Após recuar ontem ante o real pela primeira vez em seis sessões, o dólar voltou a subir hoje, a R$ 5,22, perto do maior patamar desde março. Na Bolsa, o índice das ações mais negociadas abriu o pregão de hoje em alta, após dez sessões seguidas de baixa, mas perdeu força, pressionado pela saída de recursos estrangeiros, que supera os R$ 15 bilhões em agosto. Investidores ajustam posições no segmento de varejo, após pedido de recuperação judicial da Casas Bahia .

Dólar fechou com viés de alta. A moeda dos Estados Unidos fechou o dia negociada no comercial para a venda a R$ 5,222, alta de 0,40% em relação ao fechamento de ontem, quando teve a primeira queda após cinco sessões seguidas de alta .

Petróleo em alta influencia queda das Bolsa no exterior. O impasse nas negociações entre Estados Unidos e Irã para a reabertura do Estreito de Hormuz, rota marítima por onde passavam 20% do fornecimento global da principal fonte de energia antes da guerra, mantém a aversão ao risco entre investidores. O contrato futuro com entrega para outubro do barril do tipo Brent é negociado hoje acima de US$ 90, tendo batido US$ 92 na máxima do dia. Os índices acionários recuaram na Ásia e têm viés negativo na Europa e Wall Street .

No exterior, as tensões entre Washington e Teerã seguem no radar, com Trump ameaçando o Omã caso o país atrapalhe os planos americanos para o Estreito de Hormuz. O petróleo se mantém perto de US$ 90 e o mercado segue sem apetite para grandes apostas. Vitor Kayo, economista sênior da Nomad

Ibovespa patina após abertura positiva. O principal índice de ações da B3, a Bolsa brasileira, subia 0,08% às 15h, marcando 166.918 pontos, depois de ter atingido máxima de 168.372 pontos (+0,95%) às 11h. Indicador vem de dez pregões seguidos de baixa, acumulando perda de 7% na sequência. No ano, o Ibovespa acumula alta de apenas 3,5%. Na máxima do ano, em 15 de abril, quando atingiu 198.657 pontos, tinha um ganho em 2026 de 23%.

Estrangeiros seguem tirando recursos da Bolsa brasileira. O saldo líquido dos investidores estrangeiros na B3 acumula saída de R$ 15,63 bilhões em agosto até o dia 13, segundo levantamento da Elos Ayta.

O resultado já representa a maior saída mensal registrada pela série histórica acompanhada pela consultoria desde janeiro de 2022, superando inclusive o saldo negativo de R$ 13,28 bilhões observado em maio deste ano. Com isso, 2026 passa a concentrar as duas maiores saídas mensais da amostra. Einar Rivero, sócio-fundador da Elos Ayta

Investidores ajustam posições após pedido de recuperação judicial da Casas Bahia. O tombo de 33% das ações da empresa ontem refletiu a saída de aplicadores que alocaram parte dos recursos em outras companhias do mesmo setor, caso do Magazine Luiza.

Ações da Casas Bahia seguem pressionadas. Ontem, as ações da empresa recuaram 33,3%, para R$ 0,44. Bancos e fabricantes de eletrônicos estão entre os maiores credores listados pela empresa cujas dívidas entraram no pedido de recuperação judicial. Hoje, os papéis recuavam 4,6%, a R$ 0,42 às 15h.

No varejo, Magazine Luiza teve sessão de alta ontem.

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