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Ex-estrategista de Trump pede que EUA rompam relações com o Brasil

Poder360 ·
Ex-estrategista de Trump pede que EUA rompam relações com o Brasil

Steve Bannon contestou o resultado do 2º turno e classificou o governo de Lula como “ilegítimo”

O ex-estrategista-chefe da Casa Branca Steve Bannon pediu, nesta 2ª feira (26.out.2026), que os Estados Unidos rompam as relações diplomáticas e comerciais com o Brasil depois da reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

O pedido foi feito no programa “War Room” , da emissora Real America’s Voice , e se soma às manifestações de aliados de Flávio Bolsonaro (PL) nos EUA que não reconhecem o resultado do 2º turno, realizado no domingo (25.out).

“O secretário de Estado e depois o presidente têm que vir a público, cortar relações diplomáticas, fechar tudo com o Brasil –sem comércio, nada. Este é um governo ilegítimo, um governo marxista globalista” , afirmou o ex-estrategista.

Com 100% das urnas apuradas, Lula seguirá para seu 4º mandato à frente do Executivo com 51,79% dos votos válidos, enquanto Flávio saiu derrotado com 48,21%.

O ex-estrategista também usou o resultado para alertar sobre as midterms (eleições de meio de mandato nos EUA), previstas para a próxima semana. “E, se não tomarmos uma atitude para impedir isso, é exatamente o que acontecerá na próxima terça-feira aqui neste país. Eles não têm a menor intenção –não estão nem aí– para os votos reais, votos passíveis de certificação, dados por cidadãos de verdade nessas jurisdições. Eles vão fabricar o que for preciso para dizer: ‘Vejam só, a democracia venceu’” , ironizou.

As midterms , eleições nas quais estão em jogo as 435 cadeiras da Câmara dos Representantes e 35 dos 100 assentos no Senado, estão marcadas para 3 de novembro.

Esta não é a 1ª crítica dele ao resultado das eleições brasileiras. Mais cedo, nesta 2ª feira (26.out), Bannon declarou que a vitória petista foi “roubada” . Em 2022, ele fez críticas semelhantes: disse que o então presidente Jair Bolsonaro (PL) não deveria reconhecer a derrota para Lula e que não havia possibilidade de o resultado das urnas eletrônicas estar correto, mas não apresentou provas.

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