Erika Hilton aciona PF para investigar casos de violência praticados por bolsonaristas durante eleição
A deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP) acionou a Polícia Federal (PF) para investigar a onda de violência provocada por bolsonaristas após o primeiro turno das eleições.
A parlamentar afirma que essa onda se escalou após este domingo (25) “ certamente influenciada pelo golpismo de Flávio Bolsonaro, que se nega a reconhecer o resultado das urnas”.
Segundo Erika, em Rio Verde, Goiás, bolsonaristas estão se organizados em grupos de WhatsApp para planejar atentados, segundo gravações e prints.
“A situação é escandalosa.
Há, inclusive, autoridades da região dentro dos grupos de organização dos ataques”, afirma a deputada.
A parlamentar ainda citou outros casos de violência, como o cometido contra a vereadora Iara Pimentel , do PT de Minas Gerais, que foi apedrejada durante carreata em apoio ao presidente Lula (PT) no sábado (24), o espancamento que provocou morte cerebral do engenheiro Marcelo de Oliveira Rocha após ele ter participado de um ato pró-Lula em Santos (SP), a violência cometida pela Guarda Civil Municipal de Sorocaba (SP) contra eleitores de Lula após o resultado das eleições, e o atropelamento de um ciclista eleitor de Lula provocado por policiais militares de Florianópolis (SC) .
“Isso é muito grave.
Os casos de violência estão acontecendo em todo o país, já superaram fronteiras estaduais, e há indícios que apontam que eles estão sendo organizados por meios digitais com participação de autoridades políticas e praticados nas ruas também por autoridades policiais”, destaca a deputada.
Erika finaliza afirmando que quer a devida investigação de cada um dos casos de violência e cada um dos agressores.
“Queremos uma investigação ampla que traga a resposta: existe algum comando ou uma ordem central incentivando, organizando e até mesmo financiando esses ataques? Queremos respostas da Polícia Federal, e queremos a PRISÃO dos agressores.” Violência política no 2º turno: morte, espancamento e ataques a apoiadores de Lula violência política registrada na reta final do segundo turno das eleições de 2026 deixou mortos, feridos e uma sequência de denúncias de agressões contra apoiadores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), reeleito neste domingo (25).
Entre os episódios documentados estão a morte de uma mulher atropelada enquanto aguardava uma carreata em Minas Gerais, o ataque a uma vereadora petista, a morte de um engenheiro espancado em Santos e uma agressão coletiva registrada em vídeo em Goiás.
Os episódios ocorreram entre sábado (24) e a manhã desta segunda-feira (26).
Parte das imagens mostra confrontos e agressões, enquanto outros relatos ainda dependem de confirmação policial.
A autoria e a motivação política também não foram esclarecidas em todos os casos.
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