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Os amigos mortos

Campo Grande News ·

Há vários anos, percebi que convivo diariamente com pessoas que já morreram.

Algumas delas desapareceram há séculos.

Outras, há poucas décadas.

Ainda assim, continuam presentes no meu cotidiano de maneira surpreendentemente concreta.

Converso com elas quase todos os dias.

Não me refiro a nenhuma experiência sobrenatural.

Refiro-me aos livros.

Entre meus amigos mortos estão, por exemplo, Umberto Eco, Jorge Luis Borges, Sigmund Freud e, mais recentemente, Edgar Morin.

Nunca os conheci pessoalmente.

Em alguns casos, nasci quando eles já eram figuras consagradas; em outros, sequer compartilhamos o mesmo tempo histórico.

Ainda assim, suas ideias passaram a habitar meu modo de pensar.

Quando escrevo um artigo, preparo uma aula ou tento compreender um problema novo, frequentemente me pergunto como cada um o veria.

Nem sempre concordo com suas respostas.

Às vezes, passo meses discordando delas.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.campograndenews.com.br — o conteúdo pertence a Campo Grande News.

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