MS é um dos únicos estados no País onde empresários se comportam nas eleições
Bom comportamento - Mato Grosso do Sul aparece, ao lado da Paraíba, entre os únicos estados sem denúncias de assédio eleitoral registradas pelo MPT (Ministério Público do Trabalho) em 2026.
No País, foram 119 denúncias entre janeiro e julho, número 16,4% maior que o registrado no mesmo período das eleições municipais de 2024.
O assédio eleitoral ocorre quando patrões ou superiores usam a relação de trabalho para pressionar empregados a votar em determinado candidato, participar de atos políticos ou manifestar apoio.
Segue o jogo - Durante agenda de campanha com o setor produtivo de MS, o governador e candidato à reeleição, Eduardo Riedel (PP), tratou com naturalidade a resistência de alguns prefeitos em aderir à dobradinha do PL para o Senado, formada por Reinaldo Azambuja e Capitão Contar, devido ao histórico de confronto entre o ex-governador e ex-deputado estadual.
Para Riedel, falar em resistência seria uma “generalização muito grande”, já que divergências fazem parte do jogo democrático.
Na prática, o governador deixou claro que quem não quiser seguir o pacote completo da chapa, com Contar como segundo voto, está livre para escolher outro candidato.
Reflexo do passado - A situação ganhou ainda mais repercussão nos últimos dias depois que o prefeito de Ivinhema, Juliano Ferro (PL), declarou apoio a Reinaldo Azambuja e Vander Loubet (PT), enquanto outros prefeitos também sinalizaram preferência pelo petista para o segundo voto ao Senado.
A resistência ao nome de Capitão Contar também é relacionada às divergências acumuladas desde a eleição de 2022.
Na tentativa de reduzir as diferenças e aproximar o candidato do grupo, Contar participou de um encontro com prefeitos ao lado de Riedel e Reinaldo e chegou a pedir desculpas pelas críticas feitas a eles passado.
Um passo à frente - A eleição de 2026 ainda nem terminou, mas Tereza Cristina (PP-MS) já parece estar jogando a partida seguinte.
Fora da disputa deste ano, a senadora admitiu que está fazendo as contas e construindo apoio para tentar presidir o Senado em 2027.
A estratégia, segundo ela, passa pela nova composição da Casa, que terá 54 novos senadores.
“Eu espero ter a chance e vou trabalhar para isso, para construir, para ver se eu chego lá”, disse.
Pelo visto, para Tereza, enquanto alguns ainda estão contando votos, ela já começou a contar senadores e torcer para que tenha o maior número de aliados eleitos.
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