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BC reduz para 1,8% previsão de crescimento do PIB neste ano e estima avanço de 1,4% em 2027

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BC reduz para 1,8% previsão de crescimento do PIB neste ano e estima avanço de 1,4% em 2027

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O Banco Central prevê crescimento de 1,4% para o PIB (Produto Interno Bruto) em 2027, conforme relatório de política monetária divulgado nesta quinta-feira (24). Para este ano, reduziu para 1,8% a projeção de expansão da economia, ante 2% no documento de junho.

Além disso, a autoridade monetária não espera que a inflação atinja o centro da meta de 3% antes de 2029, último período considerado.

Quando toma suas decisões hoje, o BC tem na mira o primeiro trimestre de 2028 —o horizonte relevante da política monetária. Nessa margem de tempo, a expectativa é de 3,2%. A partir daí, até o primeiro trimestre de 2029, a estimativa da autarquia é de 3,1%.

Segundo o relatório, a revisão para baixo do PIB deste ano incorpora os primeiros indicadores do terceiro trimestre, que sugerem atividade mais fraca, e uma composição menos favorável do crescimento no segundo trimestre.

Para 2027, a projeção considera a manutenção dos juros em nível elevado, a reduzida ociosidade dos fatores de produção, o cenário externo ainda bastante incerto e a diminuição dos impulsos fiscal e creditício. "Espera-se, ainda, contribuição mais limitada da agropecuária e da indústria extrativa para o crescimento", afirmou o BC.

A primeira estimativa do BC sobre o crescimento do PIB para o ano que vem é mais pessimista que a projeção do governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Para 2027, o Ministério da Fazenda prevê avanço de 2,3% –dado revisado para baixo nesta semana.

A projeção do BC para 2027, por outro lado, está em linha com as expectativas do mercado financeiro. Conforme dados do último boletim Focus, publicado na última segunda-feira (21), os economistas estimam alta de 1,43% do PIB no próximo ano.

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A perda de força da atividade econômica reflete os efeitos dos juros altos no país por período prolongado, como parte do trabalho do BC para convergência da inflação à meta. Na última quarta-feira (16), o Copom (Comitê de Política Monetária) reduziu pela quinta vez seguida a taxa básica ( Selic ) em 0,25 ponto percentual, para 13,75% ao ano .

Em ata , o comitê disse terem se acumulado gradualmente as evidências da transmissão da política de juros sobre o dinamismo da economia e ter observado desaceleração no crédito bancário com recursos livres nas linhas de prazos mais longos .

No entanto, mencionou a expansão nas modalidades com crédito direcionado, com juros mais baixos do que as modalidades pactuadas livremente entre instituições e clientes. Além disso, manteve a questão fiscal entre os fatores que poderão pressionar a inflação para cima, com o alerta de que estímulos sobre consumo podem atrapalhar a queda da Selic.

Em relação à inflação, o BC projeta queda a partir de 2027, chegando a 3,1% no primeiro trimestre de 2029.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www1.folha.uol.com.br — o conteúdo pertence a Folha · Mercado.

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