Setembro em Flor: mitos e verdades sobre cânceres ginecológicos
Os cânceres ginecológicos atingem regiões como colo do útero, ovários, endométrio, vagina e vulva. A campanha Setembro em Flor busca ampliar a conscientização sobre essas doenças.
No Brasil, o Instituto Nacional de Câncer (INCA) estima 8.020 novos casos de câncer de ovário e 9.650 de câncer do corpo do útero para cada ano entre 2026 e 2028.
Conhecer os sinais, fatores de risco e possibilidades de tratamento ajuda a ampliar o cuidado. Confira seis mitos e verdades sobre câncer de ovário e endométrio.
Mito. Embora possa ocorrer em diferentes idades, a incidência do câncer de ovário aumenta com o avanço da idade.
Dados do National Cancer Institute indicam que a mediana de idade ao diagnóstico é de 63 anos. Os sintomas podem ser pouco específicos e incluir alterações abdominais ou pélvicas. Por isso, mudanças persistentes devem ser avaliadas por um profissional.
Mito. O sangramento vaginal anormal pode ser um sinal de câncer de endométrio, especialmente após a menopausa.
Isso não significa que todo sangramento seja causado pela doença. Porém, a alteração deve ser investigada para identificar sua origem. O câncer de endométrio é o tipo mais comum de câncer do corpo do útero. A doença ocorre principalmente em mulheres após a menopausa.
Verdade. Estudos observacionais associam o uso de contraceptivos orais a uma redução no risco de câncer de ovário.
Segundo o National Cancer Institute, mulheres que já utilizaram anticoncepcionais apresentam risco entre 30% e 50% menor. Esse dado não significa que o anticoncepcional deva ser usado para prevenir a doença. A escolha do método deve ser individualizada com orientação profissional.
Mito. Alterações hereditárias nesses genes aumentam o risco, mas não significam que a doença necessariamente irá surgir. Estima-se que entre 39% e 58% das mulheres com variantes prejudiciais em BRCA1 desenvolvam câncer de ovário.
Para alterações em BRCA2, a estimativa fica entre 13% e 29%. Na população geral, o risco é de aproximadamente 1,1%. Os genes BRCA1 e BRCA2 participam do reparo de danos ao DNA. Alterações podem comprometer esse processo.
Verdade. Alguns casos de câncer de ovário estão relacionados a alterações genéticas hereditárias.
Entre os genes associados estão BRCA1 e BRCA2. As alterações podem ser herdadas ou surgir ao longo da vida e estar presentes apenas no tumor.
Por isso, informar casos de câncer na família ajuda na avaliação do risco. A ausência de histórico familiar, porém, não elimina a possibilidade de alterações genéticas.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.terra.com.br — o conteúdo pertence a Terra.