O que estudo do tempo de bola rolando diz sobre adversários do Flamengo
O relatório que a CBF fez a respeito do tempo de bola rolando no futebol brasileiro tem o Flamengo como líder no quesito.
Mas também traz dados sobre o comportamento de outros times que podem ser usados pelo Rubro-Negro como antídoto para o antijogo e a enrolação. A CBF aponta que as novas regras da Fifa vão ajudar a aumentar o tempo efetivo de jogo.
O Fla estreou esse modelo nas oitavas de final da Libertadores, contra o Cruzeiro. No Brasileirão, a primeira experiência será domingo, contra o Mirassol. O time paulista, por exemplo, gasta mais tempo com os laterais do que o Flamengo.
Apesar de até protagonizar pausas menores em cobranças de faltas, o Mirassol usa mais os tiros de meta para esfriar o jogo, na comparação com o Fla.
O Fla também coloca a bola mais rápido em jogo quando tem escanteios e também recoloca a bola mais rápido em jogo depois dos gols.
Flamengo (1): 57:39 Mirassol (7): 53:38 Palmeiras (8): 53:32 Cruzeiro (17): 51:29
O jogo contra o Mirassol preenche o hiato entre a ida e a volta do Flamengo diante do Cruzeiro na Libertadores. O técnico Leonardo Jardim já avisou que não trata o duelo fora de casa como algo descartável.
"Nós diminuímos agora a distância para o Palmeiras e não podemos encarar o jogo do próximo domingo de forma leviana. Temos que pensar primeiro nesse jogo para depois pensarmos no jogo de volta contra o Cruzeiro", disse o português.
No Brasileirão, o comportamento do Cruzeiro é até mais "letárgico" do que o Mirassol em termos de bola rolando. O time mineiro, um dos piores no quesito, fica em 17º no ranking com 20 times.
O levantamento da Opta feito a serviço da CBF apontou ainda uma questão que cruza estilo de jogo e tempo de bola rolando.
"Em campeonatos com estilo de jogo mais direto, sequências de posse mais curtas e mais disputas de bola tendem a reduzir o tempo efetivo de jogo", disse o relatório.
No geral, o estilo do Brasileirão está mais perto do praticado nas grandes ligas europeias, com uma característica de jogo mais construído. O argentino é o exemplo de uma transição mais desenfreada e bolas longas.
Só que se o olhar for mais individualizado, considerando cada time, o Flamengo é daqueles que normalmente tomam a iniciativa de jogo e ficam mais com a bola no pé. Foi assim diante do Cruzeiro, quando teve 53% de posse de bola.
O time de Leonardo Jardim trocou 503 passes, enquanto o adversário ficou com 434, segundo números do Sofascore.
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