Satélites e foguetes: o plano estratégico do Irã para se tornar uma potência aeroespacial em 2027
O governo iraniano informou que pretende realizar, até o fim do ano do calendário persa, um lançamento inédito para colocar três satélites da constelação Martyr Soleimani em órbita usando um único foguete.
O nome da constelação faz referência a Qassem Soleimani, ex-comandante da Força Quds do Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica assassinado em janeiro de 2020 por um ataque de drone norte-americano nas proximidades do aeroporto de Bagdá.
Segundo Sattar Hashemi, ministro das Comunicações e Tecnologia da Informação iraniano, o projeto foca na construção de uma infraestrutura espacial nacional capaz de oferecer serviços contínuos de internet de alta velocidade e troca de dados entre centros de controle (a Internet das Coisas, IoT).
A constelação Martyr Soleimani foi planejada com 24 satélites em órbita, 18 deles operacionais e seis reservas.
A maior parte deles já foi concluída, afirma o chefe da Agência Espacial Iraniana, Hassan Salariyeh, e alguns passam pelo estágio de integração com a rede.
O primeiro protótipo em escala real da constelação de satélites foi apresentado pelo governo em fevereiro deste ano, apelidado de Hatef-3.
A Agência Espacial Iraniana descreve a constelação como um sistema de banda estreita destinado a comunicações de baixo volume de dados e aplicações de IoT, a ser operado a partir da órbita baixa da Terra.
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