Superendividamento: cinco sinais de que as contas não fecham mais
O endividamento das famílias fechou o primeiro semestre de 2026 em 49,9% da renda acumulada pelas famílias em 12 meses, de acordo com o Banco Central , igualando o recorde histórico observado em janeiro, março e abril.
Mas quando esse quadro realmente representa um problema? E quando é preciso acender a luz amarela? “Faz total sentido dizer que nem todo endividamento é negativo, porque a dívida e o crédito, quando bem utilizados, podem contribuir muito para o ganho de capital e a construção de patrimônio”, explica Lucas Oliveira, sócio da Nexgen Capital .
“É muito importante diferenciar o conceito de estar endividado, ou seja, ter dívidas, do de estar inadimplente”, complementa.
O financiamento da casa própria, por exemplo, é uma dívida, mas não significa necessariamente um problema — especialmente quando as parcelas estão em dia.
Ao desconsiderar esse tipo de crédito, o próprio Banco Central reduz o índice de endividamento das famílias para 30,8%, segundo o dado referente a julho.
“Antes de concluir que uma dívida é um problema, precisamos entender o que está por trás dela, qual é a sua finalidade e como ela se encaixa na vida financeira”, reforça Lucas Ferraz, CEO e sócio-fundador da Faz Capital.
Ele e outros especialistas listam alguns sinais que ajudam a identificar o descontrole do orçamento doméstico.
Os cinco sinais de alerta O que explica o aumento do endividamento? O impacto e as consequências do superendividamento O que se espera do assessor de investimentos? Os cinco sinais de alerta Identificar sinais de desequilíbrio financeiro antes que a situação se agrave é uma etapa importante para prevenir o superendividamento.
Alguns comportamentos podem indicar que as dívidas estão deixando de ser compromissos administráveis e passando a comprometer o orçamento familiar, a capacidade de poupança e a realização de objetivos de longo prazo.
Veja cinco sinais de alerta: De acordo com dados da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), a inadimplência voltou a subir em agosto, chegando a 29,9%.
Já o percentual de famílias que declararam não ter condições de pagar as dívidas em atraso subiu para 12,5%.
Segundo a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), esse último indicador atingiu o maior nível desde fevereiro.
O levantamento também aponta que o tempo médio de atraso, que vinha caindo havia três meses, voltou a subir, chegando a 65 dias.
O que explica o aumento do endividamento? Lucas Oliveira, sócio da Nexgen Capital (Crédito: divulgação) O crescimento do endividamento das famílias brasileiras é atribuído a uma combinação de fatores, que inclui mecanismos econômicos, facilidade de acesso ao crédito e aspectos comportamentais.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.infomoney.com.br — o conteúdo pertence a InfoMoney.