Selo Artesanal Vegetal amplia mercado para agricultores familiares em Roraima; Saiba como obter
Rejane Boyle, gerente de Educação Sanitária Vegetal da ADERR (Foto: Nilzete Franco/FolhaBV) Molhos de pimenta, farinhas, compotas e vegetais minimamente processados produzidos pela agricultura familiar podem chegar de forma regularizada às feiras e aos supermercados de Roraima por meio do Selo Artesanal Vegetal .
A certificação é emitida pela Agência de Defesa Agropecuária de Roraima (ADERR) aos estabelecimentos que cumprem as exigências sanitárias.
De acordo com Rejane Boyle, gerente de Educação Sanitária Vegetal da ADERR, a finalidade do selo é incluir os pequenos produtores no mercado consumidor e identificar os alimentos fabricados conforme as normas sanitárias.
“O principal objetivo do selo é identificar os produtores da agricultura familiar, facilitar a entrada desses produtos nos supermercados, nas feiras livres e no mercado consumidor, além de garantir o respeito às regras básicas de higiene exigidas para os alimentos”, explicou.
A certificação atende principalmente aos agricultores familiares inscritos no Cadastro Nacional da Agricultura Familiar (CAF) e aos microempreendedores individuais (MEIs) que trabalham com o processamento de produtos de origem vegetal.
Entre os alimentos que podem receber o selo estão farinha de abóbora, farinha de batata-doce, fécula de mandioca, farofa de soja, molhos de pimenta, compotas e vegetais minimamente processados.
Processo pode levar até três meses A solicitação da certificação é conduzida pelo Núcleo de Inspeção Vegetal da ADERR.
O produtor interessado deve procurar a agência para conhecer as exigências relacionadas ao alimento que pretende regularizar.
A instituição disponibiliza uma cartilha com informações sobre a estrutura do local de produção, as boas práticas de higiene, os documentos necessários e os procedimentos que devem ser adotados na fabricação dos alimentos.
Após a solicitação, a equipe técnica visita o estabelecimento, avalia as condições da produção e orienta sobre as mudanças necessárias.
Conforme Rejane, o processo completo costuma levar entre dois e três meses, dependendo das adequações e da documentação apresentada.
“Às vezes, o produtor já está adotando corretamente as boas práticas, mas ainda precisa fazer algumas adequações.
Nossa equipe está sempre à disposição para orientar e ajudar nesse processo”, afirmou.
A gerente destacou que a atuação da agência prioriza a educação sanitária e o acompanhamento do produtor.
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