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Veja quem são os quatro suspeitos presos na fraude do IPTU em Salvador

A Tarde ·
Veja quem são os quatro suspeitos presos na fraude do IPTU em Salvador

Quatro pessoas foram presas em decorrência da Operação Valor Venal, deflagrada pela Polícia Civil da Bahia (PC-BA)nesta quinta-feira, 17, em Salvador.

A ação investiga um esquema de fraude no IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano) que resultou na ocultação patrimonial superior a R$ 1,2 bilhão.Entre os presos na operação que investiga uma fraude na cobrança do IPTU de imóveis localizados em um bairo nobre de Salvador estão dois despachantes, uma consultora e uma ex-servidora pública com vínculo terceirizado, apontada como responsável pela execução das alterações no sistema.Esquema tinha uma divisão de funçõesA fraude do IPTU funcionava por meio da alteração de dados de imóveis no sistema da Secretaria Municipal da Fazenda de Salvador (SEFAZ).De acordo com as investigações, os despachantes atuavam na captação dos proprietários de imóveis e terrenos de alto padrão.Eles ofereciam um serviço de revisão de IPTU mediante um pagamento de honorários calculados sobre o benefício obtido com a redução do tributo.Depois que o serviço era pago, a remuneração era dividida entre os integrantes do esquema.Como o esquema funcionavaDepois da primeira etapa, em que um dos despachantes captava um “cliente”, ele era repassado para outro intermediário, que apresentava duas mulheres que se diziam sócias de uma empresa de consultoria.Elas participavam diretamente das tratativas com os proprietários e formalizavam os contratos.

Uma delas foi presa durante a ação, já a outra segue foragida.A quarta suspeita presa, a ex-servidora pública com vínculo terceirizado, foi apontada como a responsável por executar as alterações nos cadastros imobiliários.As mudanças incluíam informações como ano de construção e atributos utilizados no cálculo do valor venal.

A supressão ou alteração desses dados provocava a redução do valor atribuído ao imóvel no sistema e, consequentemente, do IPTU devido.Segundo as investigações, as duas consultoras ficavam com a maior parte dos valores pagos pelos clientes e utilizavam o acesso ao sistema municipal viabilizado por uma servidora pública.A servidora pública foi afastada judicialmente de seu cargo pelo período de 90 dias por medidas cautelares e é investigada por facilitar o acesso ao sistema utilizado para a modificação dos dados.Esquema envolveu mais de 700 imóveis e causou ocultação bilionáriaConforme foi apurado pela PC, entre dezembro de 2024 e janeiro de 2026, o esquema envolveu cerca de 700 imóveis com reduções de até 90% no valor venal.No mesmo período, foi identificada uma ocultação patrimonial superior a R$ 1,2 bilhão.Imóvel teve IPTU reduzido de R$ 29 mil para R$ 2,8 milEntre um dos casos analisados está o de um imóvel cujo valor venal era de aproximadamente R$ 2,481 milhões, porém, passou a constar no sistema como R$ 287 mil.

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