Ferrari Luce 100% elétrica foi ridicularizada no lançamento, mas o Chassis 0 acaba sendo leiloado por US$ 40 milhões e transforma o primeiro elétrico da marca no carro novo mais caro já vendido em leilão
Ferrari Luce - Divulgação A Ferrari Luce passou, em menos de três meses, de alvo de piadas nas redes sociais ao posto de carro novo mais caro já vendido em leilão.
O primeiro modelo 100% elétrico da história de Maranello teve seu “Chassis 0” arrematado por US$ 40 milhões durante a Monterey Car Week, na Califórnia, superando em mais de 36 vezes a estimativa inicial de US$ 1,1 milhão.
O resultado chama atenção não apenas pelo valor.
A Luce foi apresentada cercada por uma das discussões mais intensas enfrentadas pela Ferrari nos últimos anos.
Seu desenho pouco convencional, a carroceria com quatro portas e cinco lugares e, principalmente, a ausência do motor a combustão fizeram parte dos admiradores questionar se aquele automóvel ainda poderia ser reconhecido como uma Ferrari.
Nas redes sociais, surgiram comparações com veículos comuns, carros elétricos chineses e até eletrodomésticos.
A falta do tradicional som produzido pelos motores de Maranello também se tornou um dos principais argumentos dos críticos.
Pouco depois, porém, o primeiro exemplar de produção transformaria justamente essa ruptura em um objeto histórico de US$ 40 milhões.
O Chassis 0 entrou no leilão sem preço mínimo A venda aconteceu no sábado, 15 de agosto, durante o tradicional leilão da RM Sotheby’s em Monterey.
A realização coincidiu com a Monterey Car Week, um dos eventos mais importantes do calendário mundial de carros clássicos, esportivos e colecionáveis.
O automóvel oferecido não era simplesmente uma unidade inicial da Ferrari Luce.
Identificado pelo chassi ZFF21BUA8T0338000, ele recebeu oficialmente a designação “Chassis 0” por representar o primeiro chassi de produção do programa.
O lote foi colocado à venda sem preço mínimo.
A RM Sotheby’s também dispensou a cobrança da comissão normalmente paga pelo comprador.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.folhabv.com.br — o conteúdo pertence a Folha de Boa Vista.