UFRR recebe lançamento de manual de redação para cobertura sobre povos indígenas
Congresso Nacional - Brasília - DF (Foto: Ana Clara Gonçalves) O Poranga Marandúa – Manual de Redação do Jornalismo Indígena será lançado nesta quinta-feira (20), às 18h30, no auditório do Programa de Pós-Graduação em Sociedade e Fronteiras (PPGSOF), da Universidade Federal de Roraima (UFRR), em Boa Vista .
A publicação reúne orientações para uma cobertura jornalística mais respeitosa e livre de estereótipos sobre os povos indígenas .
O conteúdo foi produzido a partir das experiências de profissionais indígenas de diferentes regiões do país.
Uma das autoras, a mestre em Comunicação Andriã Galvão, do povo Baré, explicou à Folha BV que a construção começou durante o Encontro Nacional de Indígenas Jornalistas, realizado em abril de 2025, em Brasília .
Andriã Galvão no Congresso Nacional – Brasília – DF (Foto: Ana Clara Gonçalves) Durante o encontro, os participantes foram divididos em grupos para identificar lacunas na cobertura da imprensa e definir os assuntos que deveriam fazer parte da publicação.
Segundo Andriã, profissionais de cerca de 40 povos, com representantes dos diferentes biomas brasileiros, contribuíram para o trabalho.
O manual apresenta a trajetória do movimento e da comunicação indígena no Brasil, discute o significado do jornalismo indígena e propõe caminhos para a relação entre jornalistas, povos, comunidades e organizações.
Para Andriã, a ancestralidade e a relação com o território estão entre os elementos que caracterizam essa forma de fazer jornalismo.
“Ninguém melhor para falar sobre povos indígenas do que os próprios povos indígenas”, afirmou.
Diversidade exige cuidado Entre os problemas que a publicação procura enfrentar está a representação de todos os povos indígenas como se fossem um único grupo.
O Brasil possui 391 etnias, povos ou grupos indígenas e 295 línguas indígenas identificadas pelo Censo 2022, conforme dados divulgados pelo IBGE em 2025.
Andriã cita como exemplo o uso da imagem de um povo para ilustrar uma reportagem sobre outro.
Além de causar desinformação, a prática desconsidera diferenças territoriais, culturais e históricas.
O manual também recomenda que as redações procurem organizações, lideranças e especialistas indígenas ao apurar pautas relacionadas a esses povos.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.folhabv.com.br — o conteúdo pertence a Folha de Boa Vista.