MBL copia estratégia de ‘cortes’ de Pablo Marçal e pode deixar Renan Santos inelegível
Candidatos do partido Missão – fundado e liderado por integrantes do Movimento Brasil Livre, o MBL – estão incentivando a produção e a divulgação em massa de vídeos editados nas redes sociais, os chamados “cortes”, com a promessa de dinheiro fácil.
Na prática, a tática de remuneração se daria a partir da monetização de redes sociais como o TikTok e o YouTube, que dividem os lucros vindos de anúncios com perfis que geram mais visualizações.
No entanto, a legislação eleitoral veda a oferta de qualquer tipo de vantagem econômica em troca de engajamento , infração que pode resultar em inelegibilidade e até perda de mandato dos eleitos .
A estratégia é encabeçada pelos principais nomes do grupo.
Em vídeos que circulam na internet, o candidato à Presidência da República pelo Missão, Renan Santos, e o deputado federal Kim Kataguiri, que busca a reeleição, promovem abertamente o curso online Máquina de Cortes.
Vendido pela Valete Plus, plataforma ligada ao próprio MBL, o treinamento promete ensinar o público a “criar cortes virais e transformar vídeos em renda”.
O formato é feito sob medida para o TikTok, o Reels do Instagram e o YouTube Shorts.
Os chamados cortes destacam trechos chamativos de entrevistas, debates e transmissões ao vivo para ampliar o alcance de políticos, artistas e personalidades da internet.
A fórmula, porém, não é inédita.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.intercept.com.br — o conteúdo pertence a Intercept Brasil.