‘Falta vontade política’, diz Pedro Pascoal sobre aprovação do PCCR da saúde
O médico e ex-secretário de Saúde do Acre, Pedro Pascoal, pré-candidato a deputado federal, publicou nas redes sociais um vídeo detalhando o Plano de Cargos, Carreira e Remuneração (PCCR) da Saúde, defasado há mais de duas décadas e que não chegou a ser aprovado durante sua gestão à frente da pasta. O vídeo foi gravado em resposta a declarações reproduzidas pela imprensa, nas quais a atual governadora do Acre, Mailza Assis, afirma que o plano “precisa ser revisto”, sem informar, no entanto, prazo, percentual ou cronograma para a retomada da proposta.
Pascoal apresenta o plano ponto a ponto: garantia de irredutibilidade salarial, progressão automática de 5% a cada 36 meses, promoção de 10% vinculada à qualificação profissional, novas gratificações para urgência e emergência e saúde mental, além da correção do valor pago por plantão extra, hoje congelado e um dos mais baixos entre os estados. Segundo ele, o texto foi construído com as lideranças sindicais da categoria, mas não avançou por falta de decisão política.
“O plano está pronto. Agora precisa de vontade política para que seja executado”, afirma no vídeo.
Pascoal também contrapõe o discurso de contenção fiscal a números que, segundo ele, mostram o oposto na prática. Ele cita aumento na folha de pagamento da Saúde, que teria saído de uma média mensal de R$ 55 milhões para mais de R$ 80 milhões – desde que deixou o cargo, elevação nos cargos comissionados da pasta e proximidade do limite de gastos com pessoal previsto na Lei de Responsabilidade Fiscal.
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