Suspeito de matar jovem a facadas após tentativa de estupro no PR premeditou crime, diz polícia
Antes de ser morta, jovem enviou áudios a amigo reclamando de visitas de 'menino' Gabriel de Andrade, suspeito de matar a facadas Thaissa de Oliveira Marques, de 21 anos, em Londrina, no Norte do Paraná, premeditou o crime, segundo a delegada Carla Gomes.
Gabriel está preso desde o dia 11 de setembro, data em que a jovem foi morta.
A jovem foi assassinada após reagir a uma tentativa de estupro enquanto trabalhava em uma academia que se preparava para inauguração.
A investigação sobre o assassinato de Thaissa foi concluída pela Polícia Civil (PC-PR) nesta segunda-feira (21).
Após a conclusão do inquérito, o Ministério Público do Paraná (MP-PR) denunciou o suspeito, que também tem 21 anos, pelos crimes de tentativa de estupro e feminicídio, com causa de aumento de pena por meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima.
Ele foi preso em flagrante. ✅ Siga o g1 Londrina e região no WhatsApp Ao g1, a defesa de Gabriel informou que analisa a conclusão do inquérito para se manifestar posteriormente.
Segundo a delegada, o homem visitou o local três dias antes de matar Thaissa, em 8 de setembro, alegando querer conhecer o estabelecimento.
No dia do crime, o suspeito usou a mesma justificativa para se aproximar da vítima.
Em áudios enviados para um amigo, também em 8 de setembro, Thaissa relatou visitas constantes de um "menino" no trabalho dela, tanto para perguntar sobre vagas de emprego quanto para conhecer o local.
Em um trecho dos áudios, ela demonstrou estar incomodada com essa insistência.
A investigação aponta que o "menino" mencionado nos áudios é Gabriel de Andrade.
Segundo a polícia, a faca e a corda encontradas no local do crime foram levadas por Gabriel, uma vez que os funcionários da academia alegaram que os objetos não eram do estabelecimento.
Esse fato, de acordo com a investigação, é mais um indício de que o crime foi planejado.
O advogado Mauro Martins, que representa a família de Thaissa, informou que apresentou manifestação com argumentos para que também sejam consideradas ocultação de cadáver e duas outras qualificadoras.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em g1.globo.com — o conteúdo pertence a G1 Paraná.