Uso de IA pode gerar “dívida cognitiva”, alerta estudo
Um estudo realizado por pesquisadores do MIT (Instituto de Tecnologia de Massachusetts) analisou o que acontece no cérebro quando uma pessoa utiliza inteligência artificial para escrever textos.
A pesquisa identificou que os usuários das ferramentas de IA apresentaram menor envolvimento cerebral durante as tarefas, além de desempenho inferior em aspectos relacionados à atividade neural, à linguagem e à qualidade dos textos.
Os pesquisadores acompanharam a atividade cerebral de 54 jovens.
O objetivo era avaliar a qualidade dos textos produzidos pelos participantes.
Para isso, dividiram os voluntários em três grupos.
Um deles utilizou o ChatGPT para realizar as tarefas de escrita.
Outro fez pesquisas no Google e escreveu um texto a partir delas.
O terceiro grupo realizou as atividades sem recorrer a ferramentas externas, utilizando apenas os próprios conhecimentos e recursos cognitivos.
A partir dessas observações, os pesquisadores argumentam que o uso da IA pode substituir parte do esforço cognitivo necessário para a elaboração independente de ideias.
A preocupação é que o uso frequente da ferramenta possa, com o tempo, afetar o desenvolvimento ou a manutenção de determinadas habilidades cognitivas.
Leia Mais Como conversas no ChatGPT ajudam como provas em investigações criminais Análise: Investimentos em Inteligência Artificial mais que dobram em 2026 Diversidade cultural brasileira ainda não aparece emdados que treinam IA Dívida cognitiva Nesse contexto, os pesquisadores discutem a possibilidade de uma espécie de “dívida cognitiva” : quando uma pessoa transfere repetidamente para uma ferramenta externa tarefas que normalmente exigiriam esforço mental próprio .
Esse processo pode envolver habilidades como memória, atenção, raciocínio e linguagem.
A ideia, no entanto, não significa que o estudo tenha comprovado que o ChatGPT causa danos permanentes ao cérebro.
Os próprios resultados precisam ser interpretados com cautela, sugerem os pesquisadores.
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