Eduardo Barroca elogia legado de Abel Ferreira, alerta sobre redes sociais e rejeita "resultadismo"
Entrevista com Eduardo Barroca, ex-técnico do Botafogo e CRB Eduardo Barroca é daqueles treinadores que se recusam a sacrificar convicções em nome do "resultadismo".
Ele tenta priorizar a qualidade de jogo em seus trabalhos, mesmo sob pressão por vitórias.
Após deixar o CRB, onde teve a passagem mais longeva da carreira - por volta de um ano e três meses -, Barroca concedeu entrevista exclusiva ao ge e mergulhou nos bastidores do mercado de treinadores no Brasil.
Ele elogiou o trabalho de Abel Ferreira à frente do Palmeiras como referência de estabilidade e classificou o peso das redes sociais na escolha de comandantes como um risco para o futebol.
Barroca também disse recusar propostas que priorizam o resultado imediato já na primeira conversa com dirigentes e citou o trabalho de Guanaes no Mirassol como exemplo de um projeto bem desenvolvido.
O ex-técnico do CRB admitiu certa preocupação com os efeitos do aumento do limite de jogadores estrangeiros no futebol brasileiro, e diz ter ouvido de um presidente de clube que a medida, mais do que uma decisão esportiva, é uma resposta à concentração do poder dos empresários sobre o mercado de atletas.
Eduarod Barroca em entrevista ao ge Juliana Lima - Nesse debate que eles tiveram, entre os presidentes, entenderam que o mercado tinha um domínio dos empresários sobre uma quantidade pequena de jogadores brasileiros disponíveis.
Isso fazia com que os empresários inflacionassem os salários.
A decisão de abrir espaço para o mercado externo pode ter funcionado como forma de reduzir essa dependência.
Mas o efeito colateral, segundo Barroca, é o menor espaço para jogadores da base. - Eu não tenho 100% de convicção se isso tem um efeito mais positivo do que o prejuízo que se tem da falta de espaço para os jovens jogadores, mas algum efeito colateral a gente vai ter.
Barroca explica aumento do limite de jogadores estrangeiros e consequências da decisão Legado de Abel no Palmeiras Para Eduardo Barroca, a chegada das SAFs e a globalização de conhecimento explicam casos raros de continuidade no futebol brasileiro, como o do Palmeiras, que mantém Abel Ferreira no cargo há quase seis anos.
Segundo ele, essa estabilidade vai além do comando técnico.
Isso envolve também o corpo funcional e jogadores-referência, caso do goleiro Marcelo Lomba, que mesmo sem tantos minutos de jogo segue relevante para transmitir a cultura do clube a jovens da base e a reforços que chegam.
Para o treinador, isso reflete inteligência esportiva e um trabalho de sequência que ele espera ver se espalhar por outros clubes do país. - Eu cito o Palmeiras que tem um treinador estrangeiro e que faz um trabalho espetacular.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em ge.globo.com — o conteúdo pertence a ge.