Timerman pede proteção ao STF após Justiça proibi-lo de escrever sobre ex-presidente da CVM
Vladimir Timerman chegou ao Supremo Tribunal Federal neste mês dizendo temer pela própria segurança.
O fundador da Esh Capital, que ganhou projeção nacional por ter levantado suspeitas sobre o Banco Master antes da explosão do caso, pediu para entrar no programa federal de proteção a vítimas e testemunhas ameaçadas.
Há, porém, um outro episódio envolvendo ameaças e proteção judicial na trajetória recente do gestor.
Nele, Timerman aparece do lado oposto.
Corre sob segredo de Justiça uma investigação criminal originada de uma notícia-crime apresentada pelo ex-presidente da Comissão de Valores Mobiliários João Pedro Barroso do Nascimento contra Timerman.
Há também uma medida cautelar ligada ao caso.
Procurados pelo Radar Econômico, os advogados de João Pedro confirmaram nesta semana que tanto a investigação quanto a cautelar tramitam em sigilo e disseram estar impedidos de revelar detalhes sobre seus desdobramentos.
A origem do caso está numa petição apresentada em dezembro de 2024 e obtida pelo Radar.
Nela, João Pedro relata uma sequência de mensagens, telefonemas, e-mails e publicações feitas por Timerman desde 2023 e sustenta ter sido alvo de uma escalada de perseguição e intimidação em razão de sua atuação na presidência da CVM.
A notícia-crime aponta, entre outros possíveis delitos, perseguição, coação no curso de processo, difamação e injúria.
São acusações apresentadas por João Pedro e cujo mérito permanece sob apuração sigilosa.
O conteúdo anexado à cautelar mostra o tom que levou o então presidente da CVM à Justiça.
Em uma das mensagens atribuídas a Timerman, enviada ao celular pessoal de João Pedro antes das 6 horas da manhã, o gestor o chama de “mentor” de ataques contra ele e encerra a cobrança com uma frase direta: “vai te custar caro” .
Em outra conversa, ao pressionar João Pedro por explicações sobre um procedimento da CVM, Timerman escreve: “Você é o chefe do morro.
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