Análise: Efeito do controle de Ormuz é disputa central entre EUA e Irã
O presidente americano, Donald Trump, afirmou nesta terça-feira (18) que não há negociações em andamento com o Irã nem novas conversas agendadas, sinalizando que as tentativas diplomáticas para encerrar o conflito entre os dois países seguem paralisadas.
A analista de Internacional da CNN Fernanda Magnotta comenta o tema ao CNN 360° .
Em declaração, Trump também sustentou que o Estreito de Ormuz permanece aberto — posição que contradiz diretamente a narrativa iraniana, segundo a qual a via marítima estaria fechada à navegação.
Aberto ou fechado? A resposta não é simples Para Fernanda Magnotta, a situação do estreito não comporta uma resposta binária.
“De certa maneira, talvez a resposta mais precisa seja a de que não está nem aberto nem fechado”, afirmou.
Leia Mais Trump nega negociações com Irã; Catar vê acordo sobre Ormuz como saída Trump critica liderança do Irã e exige acordo ou rendição total EUA e Irã divergem sobre negociações; entenda o cenário atual Segundo ela, embora alguns navios estejam de fato transitando pela via, o tráfego permanece muito deprimido, com pouquíssimas embarcações circulando.
“Existe liberdade e segurança de navegação para grandes armadores e seguradoras? Não, não existe”, destacou a analista, acrescentando que apenas embarcações com algum tipo de privilégio conseguem transitar normalmente.
Controlar não é o mesmo que possuir Magnotta também analisou a possibilidade de os Estados Unidos assumirem o controle do estreito.
Do ponto de vista prático e militar, ela avalia que Washington teria capacidade para escortar navios, retirar minas e atacar sistemas iranianos — o que representaria um controle efetivo da navegação .
No entanto, a analista fez uma distinção importante: “Controlar não é possuir”.
Juridicamente, segundo ela, nenhuma declaração unilateral pode transformar Ormuz em território americano.
O estreito envolve águas territoriais não apenas do Irã, mas também de Omã, um terceiro país que não pode ser ignorado nas negociações.
Magnotta lembrou que Trump chegou a insinuar, em postagem nas redes sociais, que o estreito poderia ser incorporado ao território dos Estados Unidos.
Para a analista, essa declaração representa, na prática, uma provocação política com componente estratégico real.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.cnnbrasil.com.br — o conteúdo pertence a CNN Brasil.