Quais candidatos a presidente estão falando a verdade para os aposentados?
A cada quatro pessoas habilitadas a votar nas eleições deste ano no país, uma é idosa. Para ser exato, os brasileiros com mais de 60 anos representam 23,5% dos quase 159 milhões com poder de voto em outubro.
Nem todos estão aposentados ainda. Mas 100% deles terão suas rendas comprometidas se uma das mais controversas propostas para o ajuste das contas públicas sair do forno do próximo governo: a possibilidade de um aposentado receber menos de um salário mínimo.
Pelas regras atuais, não são apenas os pensionistas e segurados do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) que têm garantidos R$ 1.621 mensais — valor atual do salário mínimo. Os brasileiros muito pobres com direito ao BPC (Benefício de Prestação Continuada), principal política de assistência social do país, também recebem esse montante.
Os cinco postulantes ao cargo de presidente da República mais bem posicionados nas pesquisas estão divididos sobre o assunto.
Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Ronaldo Caiado (PSD) já mandaram avisar, em alto e bom som, que querem manter as coisas como estão. Ou seja, caso eleitos, os aposentados devem continuar recebendo ao menos o mínimo.
Romeu Zema (Novo) e Renan Santos (Missão), por outro lado, advogam abertamente o contrário. O ex-governador de Minas Gerais, por exemplo, defende apenas a reposição da inflação nas aposentadorias .
Para refrescar a memória: as regras atuais permitem um reajuste anual do salário mínimo — e, por consequência, da aposentadoria — de até 2,5% acima da inflação. É o que no jargão da economia se chama de "aumento real".
Abortada no governo Jair Bolsonaro, essa política de valorização do salário mínimo foi retomada no terceiro mandato presidencial de Lula. Para a gestão petista, é um dos principais instrumentos de distribuição de renda e de fortalecimento do poder de compra da base da pirâmide social.
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