MP denuncia PMs por atuação em esquema de segurança da Transwolff em SP
O MPSP (Ministério Público de São Paulo) denunciou, na quarta-feira (26), quatro policiais militares suspeitos de integrar um núcleo de segurança que atuava em favor dos dirigentes da Transwolff , empresa de transporte urbano ligada ao PCC (Primeiro Comando da Capital).
Alexandre Paulino Vieira, José Henrique Martins Flores, Alexandre Aleixo Romano Cezário e Nereu Aparecido Alves são acusados de organização criminosa, comércio exercido por oficial e, no caso de um deles, lavagem de capitais.
Segundo a denúncia, a qual a CNN Brasil obteve acesso, eles exerciam funções que iam para além da segurança física.
A promotoria alega que os agentes ainda eram responsáveis por realizar a blindagem institucional e reputacional da empresa , atuando como um escudo para afastar suspeitas sobre as atividades de lavagem de dinheiro.
De acordo com as investigações, o que a organização ligada ao PCC buscava ao contratar policiais não era apenas mão de obra de vigilância comum, mas a transferência das prerrogativas e da credibilidade institucional do Estado para o interesse privado.
Leia Mais Polícia mata "R7" do PCC em casa de luxo após reação contra policiais Três pessoas são presas e uma morre durante operação contra o PCC Infiltrados do PCC: Ex-estagiário invadiu dados do MP e ameaçou criminosos O documento foi apresentado à Justiça Militar de São Paulo, que deverá analisar a acusação e decidir se recebe ou não a denúncia.
Estrutura e núcleo de segurança Para o Ministério Público, os agentes promoveram, pessoalmente e por interposta pessoa, organização criminosa estruturalmente ordenada e marcada pela divisão de tarefas, ainda que “informalmente, voltada à obtenção de vantagens ilícitas por meio do grupo econômico Cooperpam/Transwolff e conexa ao PCC”.
Segundo a denúncia, o grupo era coordenado pelo capitão Alexandre Paulino Vieira , responsável por organizar a equipe e negociar os pagamentos.
O tenente-coronel José Henrique Martins Flores , por sua vez, teria utilizado uma estrutura empresarial para formalizar os serviços.
Já os sargentos Alexandre Romano Cezário e Nereu Aparecido Alves atuavam diretamente na segurança e escolta dos empresários , sendo que Nereu também teria participado do transporte de valores.
Veja como funcionava a divisão de tarefas: Capitão PM Alexandre Paulino Vieira: competia a gestão do núcleo — indicação, contratação, escala, fiscalização, pagamento e dispensa dos policiais militares, além da interlocução direta e permanente com os dirigentes da empresa; Tenente Coronel PM José Henrique Martins Flores: responsável pela estrutura empresarial, administrativa e fiscal do esquema.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.cnnbrasil.com.br — o conteúdo pertence a CNN Brasil.