Activision descobre que jogadores sentem falta do Call of Duty clássico
Os ports de Call of Duty: Black Ops 1 e 2 para PS4 e PS5 fizeram mais do que encher o caixa da Activision , pois eles funcionaram como um estudo de comportamento de consumidor que agora está redefinindo a direção estratégica de uma das franquias mais lucrativas da história dos games.
O resultado foi tão acima do esperado que a própria cúpula da empresa admite ter sido surpreendida, e as lições colhidas já estão sendo aplicadas em Modern Warfare 4 e em títulos futuros.
“Estamos definitivamente apostando na nostalgia de jogar com os amigos”, disse o diretor de marketing Tyler Bahl ao The Game Business .
“As versões de Black Ops foram um enorme sucesso.
Achávamos que teriam um bom desempenho; não imaginávamos que teriam tanto.” A sexta-feira à noite como métrica de mercado A frase de Tyler Bahl captura algo que os relatórios de vendas raramente conseguem quantificar, que é o valor afetivo de uma sessão de jogo em grupo.
Segundo o executivo, o desempenho dos ports deixou evidente uma “demanda reprimida” do público para voltar aos bons tempos de jogar com amigos numa sexta-feira à noite sem maiores pretensões.
Esse comportamento, que parecia coisa do passado diante do ecossistema atual de battle royale, temporadas e passes de batalha, mostrou que não tinha ido a lugar nenhum, apenas estava esperando uma porta de entrada.
Analistas apontaram os ports como líderes de vendas regularmente após o lançamento, e o impacto foi amplo o suficiente para servir de referência até para outras franquias.
Análises comparativas indicaram que os títulos de Halo levaram desvantagem justamente por não ter conseguido replicar o que a Activision fez certo, sendo apontado que cobrar o preço cheio por uma atualização gráfica é uma proposta difícil de vender ao consumidor experiente.
Black Ops 7 já sente os efeitos As mudanças não ficaram apenas no planejamento.
A Activision já promoveu alterações no sistema de matchmaking de Black Ops 7 para aproximá-lo do modelo dos jogos clássicos, reconhecendo abertamente que o sistema de décadas atrás funcionava melhor do que o que foi implementado nos títulos mais recentes.
A empresa não divulgou os números de vendas dos ports, mas as movimentações internas falam por si.
Tyler Bahl deixou claro que a estratégia vai além do saudosismo.
“Para onde vamos com os jogos no futuro, temos que inovar”, diz Bahl.
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