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Economia

Apenas “circuit breaker”: mercado se mostra cético com intervenção do Tesouro dos EUA

InfoMoney ·
Apenas “circuit breaker”: mercado se mostra cético com intervenção do Tesouro dos EUA

O rali global de títulos públicos provocado pelo plano do secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, de ampliar a recompra de dívida de prazos mais longos, pode ser de curta duração, segundo analistas, que citam preocupações persistentes com problemas fiscais e inflação resistente em escala global.

Franklin Templeton, Barrenjoey Markets Pty e Nomura Holdings alertaram que o efeito positivo de contágio para outros mercados de títulos deve ser limitado, já que diversos governos ao redor do mundo também enfrentam dívidas crescentes e déficits orçamentários.

Impulsionados pelas quedas continuadas dos rendimentos dos Treasuries de 30 e 10 anos em relação às máximas de décadas, os mercados de dívida soberana da Ásia-Pacífico, do Japão à Austrália, avançaram em conjunto nesta quinta-feira.

O movimento ecoou os ganhos dos títulos europeus na quarta-feira, embora esses ganhos já estivessem perdendo força nesta quinta.

Os movimentos sincronizados ocorreram depois que o Tesouro dos Estados Unidos anunciou que ao menos dobraria o volume de recompras de títulos , em uma intervenção rara que também expõe o crescente desconforto de Washington com o custo elevado de captação.

Analistas alertaram que o plano de Bessent corre o risco de ser uma solução de curto prazo, diante das preocupações arraigadas dos investidores com déficits fiscais excessivos, inflação impulsionada pelo petróleo e pressões mais amplas de oferta ligadas ao boom de endividamento da indústria de inteligência artificial.

“Vai funcionar como um circuit breaker para essa liquidação de vencimentos longos em nível global”, disse Andrew Lilley, estrategista-chefe de juros da Barrenjoey Markets Pty, em Sydney.

Mas “isso não é suficiente, por si só, para deter a alta dos rendimentos”.

Leia também: Recado ou bazuca? Entenda a intervenção do Tesouro dos EUA que animou o mercado Após o rali dos Treasuries desde quarta-feira, o rendimento do título de 30 anos do Japão caiu quase nove pontos-base, para perto de 4%, a maior queda desde 14 de julho.

Os papéis soberanos australianos comparáveis recuaram quatro pontos-base, a maior baixa em duas semanas.

Mas alguns investidores permanecem céticos.

A Franklin Templeton, por exemplo, mantém posição underweight em títulos de vencimento longo, argumentando que o movimento de Bessent dificilmente provocará um rali mais duradouro.

O título de 30 anos dos Estados Unidos já voltava a subir nesta quinta-feira, com alta de quatro pontos-base, para 5,23%.

Há uma “sincronia de forças que apontam para juros mais altos e curvas mais inclinadas”, com as maiores economias desenvolvidas enfrentando pressões fiscais e inflação persistente, disse Andrew Canobi, diretor de renda fixa da Franklin Templeton.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.infomoney.com.br — o conteúdo pertence a InfoMoney.

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