A guerra nas sombras: a campanha de assassinatos de militares russos
Existe a guerra aberta, travadas por tropas e, cada vez mais, drones, ao longo da linha que separa os soldados russos dos ucranianos.
E existe a guerra nas sombras, sem limites definidos, onde se defrontam agentes do serviço de inteligência da Ucrânia e da Rússia, numa campanha de assassinatos, geralmente com atentados a bomba.
O mais recente alvo foi Robert Shagiev, um comandante de submarino ucraniano que traiu a pátria e passou para o lado dos russos, em 2014, quando a Crimeia foi anexada.
A traição recompensou.
Shagiev ganhou o comando de uma unidade de submarinos e estava bem instalado em Sebastopol, na Crimeia, onde fica a base naval russa.
Estava saindo do prédio onde morava quando explodiu a bomba colocada por uma mulher numa lata de lixo.
Um site ucraniano focado em autores de crimes de guerra resumiu o destino do comandante traidor: foi “liquidado”.
Juntou-se a uma lista encabeçada pelo general Igor Kirilov, acusado de usar armas químicas contra alvos ucranianos.
O modus operandi foi parecido ao usado contra Shagiev: na saída de seu prédio, explodiu uma bomba colocada num patinete elétrico.
O atentado foi em dezembro de 2024.
A campanha de assassinatos nem sempre tem os resultados programados.
No começo do mês, o general Alexander Chaiko escapou da explosão num restaurante italiano onde comemorava seus 55 anos.
Ele era comandante das Forças Espaciais e havia tido um papel importante na enorme lista de crimes de guerra cometidos na cidade ucraniana de Bucha.
Por causa de seu status, a segurança era forte.
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