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Montanha-russa mais antiga do Beto Carrero vai fechar após 32 anos

Exame ·
Montanha-russa mais antiga do Beto Carrero vai fechar após 32 anos

Montanha-russa Star Mountain: uma das primeiras atrações instaladas no Beto Carrero World, em 1994 (Leandro Fonseca /Exame)

PENHA (SC) — Parques temáticos vivem de criar novidade, mas isso também significa decidir quando uma atração que atravessou gerações precisa sair de cena. No Beto Carrero World, em Santa Catarina , essa hora chegou para uma das estruturas que ajudaram a construir a imagem do parque desde os anos 1990 .

A Star Mountain , primeira montanha-russa do Beto Carrero World e a mais antiga ainda em operação no parque, fará sua última volta em 13 de setembro .

Inaugurada em 1994, a atração tem 22 metros de altura, percurso de 730 metros , velocidade máxima de 60 km/h e dois loopings. Segundo o parque , cerca de 35 milhões de pessoas já passaram por ela desde a estreia.

A aposentadoria acontece em meio à maior transformação já planejada pelo Beto Carrero. O parque trabalha com um programa de 2 bilhões de reais em investimentos , dividido entre novas atrações e a construção de hotéis e outras estruturas no entorno.

A Star Mountain será desmontada e o terreno dará espaço a uma nova área temática , ainda mantida em sigilo.

“Chega uma hora que ela chega muito próximo ao limite. Tem uma hora que os cuidados teriam que ser muito, muito grandes. A gente não quer ter uma atração que não tenha um selo homologado”, diz Alex Murad, CEO do Beto Carrero World.

Segundo ele, a r ecomendação de aposentadoria veio após o acompanhamento técnico da atração ao longo dos anos.

O espaço, porém, não ficará vazio. Murad afirma que a nova área será maior do que a área da Galinha Pintadinha , terá foco no público familiar e já está contratada. O projeto faz parte de uma estratégia para aumentar a presença de atrações voltadas a famílias com crianças , enquanto o parque também mantém brinquedos radicais no portfólio.

Quando a Star Mountain foi instalada, no início dos anos 1990, a fabricação de trilhos e estruturas de montanhas-russas tinha processos diferentes dos atuais .

Segundo Murad, parte desse trabalho era mais artesanal. Hoje, projetos são desenvolvidos digitalmente e fabricados por máquinas com maior precisão. Na prática, isso interfere principalmente na suavidade do percurso.

“A tripidação é uma coisa que incomodava a gente na Star”, diz Murad. “Ela é mais velhinha, então tem que se aposentar.”

O CEO afirma que o parque acompanha certificações internacionais para suas atrações . Uma delas é feita pela TÜV, grupo alemão que atua na inspeção e certificação de equipamentos e instalações.

Segundo Murad, manter a Star por mais tempo e xigiria cuidados cada vez maiores, ao mesmo tempo em que algumas certificações poderiam deixar de ser aplicáveis à estrutura .

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em exame.com — o conteúdo pertence a Exame.

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