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Política

Desentendimento no PT ajudou a adiar votação da PEC da Segurança, diz José Guimarães

G1 Política ·
Desentendimento no PT ajudou a adiar votação da PEC da Segurança, diz José Guimarães

O ministro da Secretaria de Relações Institucionais (SRI), José Guimarães, afirmou nesta quinta-feira (15) que a retirada de pauta da votação PEC da Segurança ocorreu após um "desentendimento" dentro da bancada do PT e que "oposição percebeu a fragilidade" do partido e ajudou a suspender a sessão.

A votação estava prevista para esta sessão, mas, ao adiar a votação, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP) mencionou a falta de um entendimento sobre emendas apresentadas ao texto que alteram a maioridade penal.

Ao g1, o ministro responsável articulação política do governo disse que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disse que havia uma orientação para a bancada no Senado para que a votação da PEC ocorresse sem nenhuma emenda e que as emendas que existiam da oposição e do governo deveriam tramitar em PEC paralela, o que não ocorreu.

"Houve um desentendimento, existia uma orientação, pelo que fui informado pelo relator da matéria, Rogério Carvalho, do presidente da República de orientar hoje pela manhã a discussão e votação da PEC sem nenhuma emenda".

Agora no g1 "E as emendas que existiam, tanto do Rogério Marinho, como do senador Camilo, iriam tramitar em PEC paralela, não misturar os assuntos com a PEC da Segurança, o que foi aprovado na Câmara, aprovado na CCJ do Senado.

Houve essa confusão e essa confusão acabou paralisando a votação, a oposição percebeu a fragilidade na unidade do PT e terminou ajudando a oposição ajudando na suspensão da sessão", disse Guimarães.

O ministro afirmou ainda que a votação da PEC da Segurança precisava ser aprovada "emergencialmente" e que a posição do governo é que a discussão da maioridade penal "tem que ser feita, mas não em apenas um dia".

Líderes do governo Lula ainda desenham uma estratégia para lidar com o tema após a oposição querer incluir no texto a diminuição da maioridade penal para 14 anos.

O senador Camilo Santana (PT-CE), um dos coordenadores da campanha pela reeleição do presidente, apresentou uma emenda com o objetivo de diminuir a maioridade para 16 anos em crimes hediondos.

Interlocutores do presidente do Senado afirmam que a retirada de pauta ocorreu porque nem o governo nem a oposição teriam votos suficientes para aprovar suas as emendas – e o cálculo, neste caso, seria de deixar o assunto para depois.

José Guimarães, líder do governo na Câmara Lula Marques/Agência Brasil Divisão no PT Apesar da ideia de Camilo neutralizar a proposta que colocaria adolescentes mais jovens em risco de prisão, parte do PT é contra incluir a alteração nesse momento.

Integrantes do partido dizem que é preciso discutir isso com mais calma por ser uma mudança importante na lei penal.

Historicamente, a bancada do PT no Congresso Nacional se posicionou contra a redução da maioridade penal.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em g1.globo.com — o conteúdo pertence a G1 Política.

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