Após vídeo de Vettorazzo, homem acusado de pedir propina tem novo destino na Justiça
A Justiça de São Paulo concedeu liberdade provisória a Diego Fernando Oporto Soliz , acusado pela vereadora Amanda Vettorazzo (União Brasil) de tentar oferecer propina dentro de seu gabinete na Câmara Municipal de São Paulo.
Após pagar uma fiança de R$ 24.270 , equivalente a 15 salários mínimos, o homem deixou a prisão na quinta-feira (27).
A decisão determinou que Soliz cumpra medidas cautelares pelo prazo de 12 meses , incluindo comparecimento mensal em juízo, manutenção do endereço atualizado, proibição de deixar o país e entrega do passaporte à Justiça.
O caso ganhou repercussão na terça-feira (25), quando Vettorazzo afirmou ter dado voz de prisão ao homem durante uma reunião em seu gabinete.
Segundo a vereadora, ele teria apresentado uma proposta para que ela favorecesse a Oakmont Group em uma eventual licitação de câmeras corporais para a Guarda Civil Metropolitana (GCM) de São Paulo.
De acordo com o relato da parlamentar, a suposta oferta envolvia uma comissão entre 5% e 10% de um contrato estimado em R$ 60 milhões , além de um pagamento inicial de R$ 200 mil em espécie .
Vettorazzo afirmou que havia registrado a reunião e que recusou a proposta.
Após o encontro, o homem foi conduzido para a delegacia e o flagrante por suposta corrupção ativa foi registrado.
Empresa negou vínculo e caso passou a ser questionado A repercussão do episódio aumentou depois que a empresa citada por Soliz negou qualquer relação com ele.
Em nota, a Oakmont Group afirmou que o homem não fazia parte de seu quadro de funcionários ou representantes e declarou que investigaria o uso indevido de seu nome.
A empresa também afirmou não ter identificado autorização ou orientação institucional relacionada à conduta atribuída ao acusado e disse estar à disposição das autoridades.
A negativa levantou questionamentos sobre a dinâmica do episódio , especialmente porque o homem teria apresentado uma proposta em nome de uma empresa que afirma não reconhecê-lo como representante.
Nas redes sociais e no debate político, também surgiram dúvidas sobre as circunstâncias da gravação divulgada pela vereadora e sobre a condução do flagrante.
Defesa não se manifestou A vereadora, que também atua como coordenadora de campanha de Renan Santos , candidato à Presidência pelo Partido Missão, recebeu apoio público do político após a divulgação do caso.
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