Vem guerra por aí?
Enquanto a esquerda prepara as roupas de gala vermelhas para uma possível quarta vitória do presidente (e revisa velhos discursos para explicar o que fará, e porque não fará o que a história espera dela num quarto mandato do grande Lula da Silva); enquanto muitos dos atores vermelhos sonham com uma (improvável) vitória no primeiro turno; enquanto isso, a elite cheirosa da Faria Lima, a elite de igrejas e outros tipos de crimes organizados, e a parte selvagem da direita que é transversal ao Brasil; esse pessoal todo não se dá por vencido, nem atira as armas ao chão.
Como Hitler em 1944, preparam um arremate final.
Eles sabem que numa eleição apertada como essa e restando quase dois meses até a votação do segundo turno, muita coisa (suja) ainda pode ser feita.
O recente jantar de bilionários brasileiros (ainda não há trilionários no país) em torno de Flávio B. sinalizou isso com muita clareza, essa vontade de continuar lutando contra Lula.
Estavam lá para o beija-mão todos os grandes bancos do país e várias outras empresas muito grandes.
Claro, esses tubarões de terno de dez mil dólares sempre podem dizer que o banquete foi apenas um ato de gentileza protocolar.
Mas, não.
O promotor do encontro, ex-executivo de banco, fez questão de declarar que votará no filho do Bozo.
Faço essa longa introdução para dizer que, se eu fosse um dos comandantes da nau lulista, eu arrepiaria os cabelos e ouviria, pelo menos distraidamente, as advertências do deputado André Janones (Rede): se preparem para a maré de lama podre que certamente está por vir.
Vejamos algumas questões pendentes, ou frentes de batalha, com potencial para gerar vastas queimadas no Cerrado brasileiro. a) Fábio Luís Lula da Silva virá ao Brasil depor à Polícia Federal (ele mora hoje em Madri)? Se vir, será antes das eleições? Se for antes, há riscos de ele não sair do depoimento (i.e., receber voz de prisão)? Sim, claro que há.
Veja, não estou discutindo aqui as culpas, desculpas ou não culpas de Fábio.
Estou apontando pra laiabíliti eleitoral, como diriam os banqueiros, que ele se tornou.
Jaques Wagner, idem, ibidem. b) Analistas econômicos sérios estão apontando para problemas na economia que aflorarão após as eleições, logo que as urnas forem fechadas e o resultado, anunciado (lembra-se da crise de 1999?).
Um deles, que terá de ser enfrentado com urgência, não se sabe como, é o endividamento das famílias, questão estrutural e que não foi solucionado em nenhum país capitalista avançado: só tem crescido nas últimas três décadas (se endividar virou forma das famílias, que empobreceram até na Europa, complementar suas parcas rendas.
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