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Depois de 30 anos sem registros, pesquisadores descobrem espécies potencialmente extintas em MG

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Depois de 30 anos sem registros, pesquisadores descobrem espécies potencialmente extintas em MG

Registros feitos por pesquisadores ligados à Rede Propagar, iniciativa que reúne a Vale, universidades e instituições de pesquisa para desenvolver estratégias de conservação, propagação e caracterização genética de espécies raras e endêmicas do Quadrilátero Ferrífero, em Minas Gerais, reencontraram espécies de plantas que já eram consideradas possivelmente extintas na natureza há cerca de 30 anos .

Os pesquisadores, de instituições como UFMG, Universidade Federal de Viçosa (UFV), Universidade Federal de Uberlândia (UFU), Unicamp, Esalq/USP, Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS) e a Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (APTA), encontraram registros de Paepalanthus magalhaesii e Coracoralina amoena , duas espécies da família Eriocaulaceae, grupo que inclui plantas popularmente conhecidas como sempre-vivas.

As espécies estão associadas aos ambientes rupestres do Quadrilátero Ferrífero, uma paisagem marcada por afloramentos rochosos, solos pobres e elevada concentração de ferro.

A Paepalanthus magalhaesii , por exemplo, havia sido descrita pela ciência no começo do século 20 como endêmica da região do Quadrilátero Ferrífero, e estudos botânicos indicavam sua ocorrência principalmente em áreas de campos rupestres da região, inclusive na Serra do Gandarela e montanhas vizinhas.

O gênero Paepalanthus faz parte da família Eriocaulaceae, um dos grupos mais característicos dos campos rupestres brasileiros, conhecidos pelas pequenas inflorescências que lembram pompons.

Já a Coracoralina amoena aparece em bases botânicas como uma combinação taxonômica associada a nomes anteriormente utilizados para a espécie, incluindo Paepalanthus amoenus , o que pode fazer com que se pense que são espécies diferentes.

Paepalanthus (Sempre-viva).

Créditos: Projeto de Conservação Campos Rupestres/ divulgação Um levantamento realizado pela UFMG sobre as Eriocaulaceae do Quadrilátero Ferrífero identificou 80 espécies da família na região, das quais 30 são endêmicas da área, que se estende por aproximadamente 7.200 quilômetros quadrados no centro-sul de Minas Gerais e reúne uma combinação incomum de formações geológicas e ambientes naturais.

O estudo identificou oito espécies consideradas possivelmente extintas e, ao mesmo tempo, conseguiu reencontrar populações de algumas plantas que só eram conhecidas por registros históricos.

A região do Quadrilátero fica próxima ao extremo sul da Cadeia do Espinhaço e funciona como uma área de transição entre os domínios do Cerrado e da Mata Atlântica.

Entre suas paisagens mais características estão os campos rupestres, formações campestres associadas a terrenos rochosos e solos com condições ambientais extremas.

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