Esquerda volta às ruas na Colômbia e desafia governo de extrema direita com greve nacional
A esquerda colombiana voltou a ocupar as ruas em peso nesta quarta-feira (14) contra o governo de Abelardo de la Espriella.
Os atos reuniram milhares de pessoas em Bogotá e outras cidades, deram novo fôlego à oposição e já abriram a discussão sobre uma greve nacional em novembro.
A mobilização aconteceu mesmo depois de o governo endurecer, por decreto, as regras para a atuação policial em protestos.
Em Bogotá, a marcha durou mais de cinco horas e atravessou chuva e granizo sem registrar grandes incidentes.
O tamanho dos atos chamou atenção porque a esquerda vinha de uma derrota apertada na eleição presidencial, por cerca de 250 mil votos .
Desde então, a capacidade de mobilização do campo progressista era uma incógnita.
As manifestações reuniram professores, estudantes, servidores públicos, aposentados, indígenas, sindicalistas e movimentos feministas.
Parte dos participantes também protestou contra a política externa do governo.
Bandeiras da Palestina e críticas ao alinhamento de De la Espriella com Washington e Israel apareceram ao longo do percurso.
Cartazes com a frase “A Colômbia não é o quintal de ninguém” resumiram o tom de rejeição à influência dos Estados Unidos.
O senador Iván Cepeda, apontado como um dos principais nomes da oposição, participou da marcha e foi recebido com gritos de “presidente”.
Gustavo Petro também apareceu na Praça de Bolívar, mas deixou o local durante uma forte chuva de granizo sem discursar.
Sem liderança única, senadores, sindicalistas e representantes de movimentos sociais se alternaram nos discursos durante as manifestações, enquanto Cepeda definiu a palavra de ordem do dia como “todos contra De la Espriella” .
Lideranças sociais discutem agora a possibilidade de convocar uma greve nacional em 14 de novembro .
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