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Política

“Lula vai quebrar o Brasil”: o terrorismo econômico que une Flávio Bolsonaro à Globo e à mídia liberal

Revista Fórum ·
“Lula vai quebrar o Brasil”: o terrorismo econômico que une Flávio Bolsonaro à Globo e à mídia liberal

Em texto intitulado “Convocação”, publicado como editorial de seu jornal O Globo em 2 de abril de 1989, Roberto Marinho fazia um “chamamento” aos líderes do PMDB e PFL — que hoje se travestem em MDB e União Brasil — a uma candidatura de consenso que “ofereça uma alternativa entre um projeto caudilhesco-populista e um outro sectário e meramente contestatório”, pregando um levante em “defesa dos nossos valores”, referindo-se aos então candidatos progressistas Leonel Brizola (PDT) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Sobre o sindicalista que “invadia fábricas”, o todo-poderoso da Globo ainda atribuía a “arrogância e a empáfia com que a CUT [a Central Única dos Trabalhadores] bloqueia qualquer entendimento de que possa resultar o controle da inflação e a elevação possível dos salários”.

O texto deu início a uma longa parceria entre a mídia liberal e o projeto neoliberal, representado pela Faria Lima e por partidos do Centrão e, mais recentemente, da ultradireita, para retomar o terrorismo econômico contra Lula em todas as sete eleições disputadas pelo presidente, que busca, em 2026, seu quarto mandato no Palácio do Planalto.

Passados quase quatro décadas, com um novo fracasso em emplacar a “alternativa” mais moderada — representada pelo militar Tarcísio Gomes de Freitas (Republicanos) —, a mídia liberal retoma a parceria de 2018 com o bolsonarismo, ressuscita “especialistas” da era de ouro do tucanato, como Armínio Fraga, Pérsio Arida e José Roberto Mendonça de Barros, e retoma o terrorismo econômico contra Lula.

Fernando Henrique Cardoso e Roberto Marinho, da Globo em 1999 (Patrícia Santos/Folhapress.

Digital) “Bondade eleitoreira de Lula resulta em má gestão da dívida”, diz editorial do mesmo O Globo, em uníssono com Folha e Estadão, na última quinta-feira (12).

“O que esse pessoal está com medo, muito medo, é de que, em um eventual quarto mandato, como ele não será mais candidato à reeleição, Lula possa mexer na política macroeconômica que, por enquanto, ainda está com eles”, explica à Fórum o economista José Luis da Costa Oreiro, professor da Universidade de Brasília (UnB) e autor do livro “Macroeconomia Monetária”.

Em contraponto, Oreiro lembra da adesão da mídia ao que classifica como “pacote de maldades” de Paulo Guedes, que estava pronto para ser colocado em prática ao final do ex-governo Jair Bolsonaro e está sendo retomado por Daniela Consentino Marques, braço direito do ex-“super” ministro da Economia, com Flávio Bolsonaro.

“Esse pacote de maldades estava prontinho no final do governo Bolsonaro.

Eles criaram um termo para dizer que era preciso eliminar a ‘expansão autônoma dos gastos do governo’.

E o que é isso? São as indexações que permitem os reajustes vinculados ao salário mínimo de aposentadorias e benefícios, como o BPC.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em revistaforum.com.br — o conteúdo pertence a Revista Fórum.

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