Governo libera mais R$ 6,49 bilhões para empresas afetadas pelo tarifaço dos EUA e por conflitos internacionais; veja quem pode acessar o crédito
O governo federal abriu espaço para ampliar o apoio financeiro às empresas brasileiras afetadas pelas tarifas comerciais impostas pelos Estados Unidos.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva editou a Medida Provisória (MP) 1.397 , que destina mais R$ 6,494 bilhões ao pagamento dos encargos de financiamentos concedidos a exportadores e seus fornecedores por meio do Plano Brasil Soberano .
A medida foi publicada no Diário Oficial da União (DOU) e reforça o programa criado no ano passado para apoiar empresas prejudicadas pelo aumento das tarifas aplicado pelo presidente norte-americano Donald Trump.
O reforço financeiro para o Brasil Soberano ocorre em um cenário de turbulência nos mercados internacionais, marcado por disputas comerciais e pela guerra no Irã.
Nesse contexto, o programa busca dar suporte às empresas brasileiras, incluindo aquelas que dependem das exportações e integram as cadeias de fornecimento da indústria.
Brasil Soberano já recebeu R$ 12 bilhões em pedidos de crédito O Plano Brasil Soberano tem como público-alvo empresas exportadoras de bens industriais, seus fornecedores e negócios de setores considerados estratégicos para o comércio exterior brasileiro.
Em levantamento divulgado em setembro, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) informou ter recebido R$ 12 bilhões em pedidos de financiamento, distribuídos em 245 operações.
Na ocasião, o protocolo de solicitações havia sido aberto havia uma semana.
A etapa do programa contava com orçamento total de R$ 22,6 bilhões.
Desse valor, R$ 13,5 bilhões vinham do Tesouro Nacional, enquanto os R$ 9,1 bilhões restantes correspondiam a recursos próprios do BNDES.
Dos pedidos apresentados até então, R$ 2,2 bilhões em financiamentos já haviam sido aprovados.
A distribuição contemplava três grupos de empresas, definidos de acordo com o impacto das tarifas norte-americanas, a relevância de determinados setores industriais e os destinos das exportações.
O primeiro grupo, composto por empresas afetadas pelas tarifas dos Estados Unidos e seus fornecedores, havia recebido R$ 814 milhões em aprovações.
Para o segundo grupo, formado por negócios de setores industriais considerados relevantes, foram aprovados R$ 843 milhões.
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