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Papéis do Santander caem 5% na Bolsa após banco divulgar balanço trimestral

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Papéis do Santander caem 5% na Bolsa após banco divulgar balanço trimestral

As units do Santander Brasil (SANB11), certificados que reúnem diferentes classes de ações do banco, caíam 5,1%, a R$ 24,55, às 11h51 desta quarta-feira (28), após a divulgação do resultado do terceiro trimestre da instituição financeira. No período, o banco registrou queda do lucro, pressão nas receitas e aumento da inadimplência.

O lucro líquido recorrente do Santander foi de R$ 2,89 bilhões, recuo de 28% em relação ao mesmo período de 2025 e de 4,3% na comparação com o trimestre anterior. Para os analistas, o resultado mostra uma instituição ainda em transição, que busca reduzir os riscos dos empréstimos, mas enfrenta dificuldades para recuperar a rentabilidade.

Itaú BBA classificou o balanço como fraco. Em análise de Pedro Leduc, William Barranjard e Kelvin Dechen, o banco destacou a pressão sobre as receitas e a qualidade do crédito. A XP, em relatório de Bernardo Guttmann, Matheus Guimarães e Guilherme Meneghetti, apontou lucro 4% acima de sua estimativa, mas ressaltou que as expectativas já eram baixas.

Vemos evidências limitadas de uma recuperação significativa do desempenho operacional no curto prazo. XP, em relatório

Santander busca clientes mais seguros, mas recebe menos juros. Segundo Danielle Lopes, analista da Suno Research, o banco tem privilegiado clientes de maior renda e operações de menor risco para reduzir as perdas com empréstimos. Essa mudança, porém, também diminui as taxas que consegue cobrar, já que clientes de renda mais alta têm mais alternativas de financiamento. "Acho que o banco busca rentabilidade com estabilidade", afirma Lopes.

Margem dos empréstimos continuou pressionada. A receita financeira com clientes caiu 1,3% em relação ao segundo trimestre. O spread , diferença entre o retorno dos empréstimos e o custo dos recursos usados para financiá-los, recuou de 10,03% para 9,70%.

XP considera a mudança de estratégia adequada, mas vê dificuldades. Para os analistas, a migração para uma carteira de crédito mais resistente pode reduzir os riscos no futuro. O Santander, porém, ainda não conseguiu compensar o impacto dessa decisão sobre as margens financeiras.

Reservas para possíveis calotes diminuíram, mas tiveram ajuda de vendas de carteiras. As provisões somaram aproximadamente R$ 7,5 bilhões, queda de 2,5% frente ao trimestre anterior. Segundo o Itaú, sem a venda de empréstimos, essas despesas teriam permanecido praticamente estáveis, perto de R$ 7,7 bilhões.

Inadimplência acima de 90 dias voltou a subir. A parcela dos empréstimos com atrasos superiores a três meses passou de 3,3% para 3,4%, pressionada principalmente por clientes de menor renda e pelo agronegócio. Os atrasos mais curtos, entre 15 e 90 dias, diminuíram, oferecendo um sinal positivo.

Controle de despesas ajudou a sustentar os resultados. Os gastos gerais caíram 3% em relação ao segundo trimestre. A redução, porém, não foi suficiente para compensar a fraqueza das receitas.

Suno espera melhora gradual dos lucros. Danielle avalia que a estabilização da inadimplência e uma futura redução das provisões podem favorecer os resultados.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em economia.uol.com.br — o conteúdo pertence a UOL Economia.

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