Prefeito pede perdão, mas não afasta servidores após áudios sobre indígenas
Após a divulgação de áudios trocados entre dois homens no WhatsApp sugerindo envenenar a água consumida por indígenas de Tacuru, município no sul de Mato Grosso do Sul, o prefeito Rogério Torquetti (PSDB) confirmou que eles são servidores nas pastas de Meio Ambiente e Infraestrutura.
O chefe do Executivo admitiu ao Campo Grande News que "é uma vergonha", no entanto, disse que apenas "chamou a atenção" deles sobre o "erro" na segunda-feira (26).
Rogério afirmou também que são bons servidores e justifica que estavam embriagados.
"Os dois são servidores aqui e bons servidores, por sinal.
Mas, num dia de eleição, eufóricos com o uso de álcool, tarde da noite acabaram fazendo esses áudios.
E ninguém é favorável a isso.
Isso é uma vergonha.
Já conversei com os dois, já chamei a atenção deles.
Isso aí não existe, não pode, nunca existiu e não pode existir de maneira alguma.
Somos um povo só, somos iguais.
Mas, infelizmente, erraram", disse Rogério.
A conversa entre os servidores ocorreu após a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno das eleições, no domingo (25).
O presidente reeleito teve a maioria dos votos em Tacuru (62,19%), de acordo com dados do TSE (Tribunal Superior Eleitoral).
A população autodeclarada indígena no município é de 4,2 mil, representando pouco mais de um terço do total de habitantes.
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